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MPE atua em conjunto com SSP-AM para solucionar assassinatos

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), já está atuando em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM) para que os 37 assassinatos registrados em Manaus na semana passada sejam elucidados.

Há suspeitas de que os crimes tenham sido motivados pela morte do sargento da Polícia Militar (PM) Afonso Camacho Dias durante um assalto na Zona Sul da cidade e ainda que possa ser resultado de uma “guerra” entre facções contrárias.

De acordo com o que foi firmado entre o procurador-geral de Justiça, Carlos Fábio Braga Monteiro e o titular da SSP, Sérgio Fontes o intermédio entre as duas esferas está a cargo do procurador de justiça Mauro Veras Bezerra, que atuará na força-tarefa formada pela Secretaria de Segurança para identificar e responsabilizar os autores dos crimes.

Segundo o procurador geral, as duas linhas de investigação, tanto a que está relacionada à morte do policial militar quanto a guerra entre facções criminosas que atuam, principalmente, no tráfico de drogas estão sendo investigadas. “Não podemos descartar nenhuma das hipóteses”, afirmou Monteiro.

A ideia de se trabalhar com uma força-tarefa, que, pela SSP terá a coordenação do delegado da Polícia Federal (PF), Leandro Almada, que atua como Corregedor Geral da SSP, conforme Monteiro, é para unificar as investigações e não realizá-las de forma isolada, com cada instituição trabalhando o mesmo fato de forma independente.

“É preciso que o Estado mostre que não há situação alguma fora do controle, diante da união das instituições. Me recuso a acreditar, por exemplo, que as unidades prisionais do Amazonas são comandadas por facções. Mas é estranha a hipótese de que as facções estejam se enfrentando entre si se os líderes delas estão na cadeia”, pontuou.

O procurador geral do MPE chamou ainda a atenção para a necessidade de que  o secretário de Administração Penitenciária, Louismar Bonates preste esclarecimentos quanto a essas possíveis ordens saídas dos presídios.

Facções e RDD para líderes

O procurador-geral de Justiça disse que, em uma ação conjunta de instituições, o Estado tem como retomar a ordem, se está, em algum momento foi abalada, e devolver, à população, a segurança e a confiança no Estado. Com a união entre Ministério Público, Tribunal de Justiça do Amazonas, as Polícias Civil e Militar, a SSP-AM, entre outros órgãos e instituições, é possível frear as facções. “Podemos, por exemplo, fazer a transferências de líderes para fora do Estado. Aliás, podemos aplicar o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no Amazonas, de uma forma contundente”, finalizou.

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