Cultura

MPB e bossa nova agitam fim de semana em Manaus

Kokó fará apresentações na casa noturna Taberna 88 - foto: Diego Janatã

Cantor local Kokó Rodrigues fará apresentações na casa noturna Taberna 88 – foto: Diego Janatã

Os amantes dos clássicos da bossa nova e Música Popular Brasileira (MPB) podem aproveitar o início do fim de semana curtindo o show do cantor Kokó Rodrigues, a partir das 20h, nesta sexta-feira (14), na Taberna 88, na Morada do Sol.

O cantor se apresenta na companhia de outros artistas. No piano, Tiozinho de Solano, Moisés Silva no violão sete cordas e na bateria, Fred Teixeira. O pré-show fica por conta dos músicos Cleber Cruz e Célio Vulcão.

“Nós vamos fazer um apanhado das músicas mais refinadas que temos no Brasil, mas que andam um pouco esquecidas pelo público. Vamos tocar sucessos de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Chico Buarque, que é minha paixão, e canções de outros artistas também”, disse Kokó Rodrigues.

O cantor disse ainda que durante o show será feita uma espécie de “mistura de músicos”, pegando canções de artistas consagrados da música brasileira. “Estamos com os melhores músicos. Vai rolar de tudo um pouco, vamos tocar também sambas enredos antigos de escolas de samba do Rio de Janeiro”, contou.

Cenário

Sobre o cenário musical de Manaus, Kokó é categórico. Para ele, a vida noturna na cidade está muito direcionada para os sucessos do momento, algo que denomina como comercial. “Hoje encontramos muitas músicas que vendem muito, em pouco tempo, mas que logo são descartadas. Por incrível que pareça, você ouve mais música brasileira, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto, de qualidade, na França do que no Brasil. Isso é algo que ouço de pessoas importantes e bem esclarecidas, que viajam bastante. São essas músicas que não queremos deixar morrer”, explicou o cantor.

Ele relembra clássicos conhecidos internacionalmente, que ficaram eternizados na memória e que, apesar do tempo, viajam por várias gerações. “A música ‘Garota de Ipanema’ já tem mais de 50 anos gravada, em vários idiomas, é um tipo de música que marca e que fica em gerações. Eu prezo muito por isso, uma música de boa qualidade”, observou.

Para o cantor, há público para esse estilo musical, o que falta são casas noturnas especializadas em Manaus. “Eu sinto muito pelas noites serem carentes nesse sentido. Tem gente que quer ouvir as pérolas da música brasileira, mas não tem um local específico. Eu já toquei em casas e apartamentos, as pessoas gostam e cantam junto”, comenta o artista.

Trajetória

Kokó Rodrigues é paraense e chegou em Manaus em 1982, quando se apresentava no navio que veio de Belém para Manaus. Sua primeira apresentação aconteceu no Tropical Hotel. Após isso, ele ficou na ponte área Manaus e Belém. Há 21 anos ele se mudou para capital amazonense. A música sempre foi algo presente na sua vida.

“Eu acho que eu não existiria sem a música. Sempre gostei muito de tocar e cantar. Eu tenho um respeito muito grande pelas obras de grandes artistas. Adoro samba, gosto muito da música do Nordeste. Eu gosto de tudo que mexe com meu coração, pode ser uma letra bonita ou melodia que me encante”, conta Kokó.

O cantor também trabalha na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, onde atua, há 18 anos, nas unidades prisionais na ressocialização de internos por meio da música. “Levamos para pessoas dentro dos presídios que têm interesses nesse trabalho. É uma oportunidade, tem gente que tem talento. Já conseguimos gravar CD e DVD, esse é um trabalho que fazemos com a música. Fazemos também trabalho em parceria com os evangélicos. Eu adoro o que faço”, afirma Kokó.

Esterffany Martins
Jornal EM TEMPO

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