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MP classifica como “disparidade absurda” valor dos ingressos para eliminatórias da Copa, na Arena

O pronunciamento do promotor foi feito durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (22), na sede do órgão, localizada na Zona Oeste - foto: Márcio Melo

O pronunciamento do promotor foi feito durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (22), na sede do órgão, localizada na Zona Oeste – foto: Márcio Melo

O promotor de justiça do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) e titular da 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos do Consumidor, Otávio Gomes, classificou como “disparidade absurda” o valor dos ingressos vendidos para o confronto entre Brasil e Colômbia pelas eliminatórias da Copa. O pronunciamento do promotor foi feito durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (22), na sede do órgão, localizada na Zona Oeste.

Na noite de ontem (21), a Justiça deu parecer favorável em relação à suspensão da venda dos ingressos para o jogo a ser realizado na Arena da Amazônia. A decisão, sentenciada pela juíza Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo, é válida até a próxima segunda-feira (25), quando será feita uma reunião conciliatória, onde o MPE pede à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que o valor do bilhete seja reduzido em 60%.

“Considerando parâmetros utilizados em outros estádios, aqui o valor está muito elevado. Nós temos uma disparidade muito grande, chegando até o limite de 261% a mais em cadeiras similares no Castelão, por exemplo. Não achamos nada plausível que justificasse essas diferenças”, disse Gomes, ressaltando que a CBF apontou que a realização dos jogos na Arena da Amazônia demanda maiores custos por questões de logística e pela utilização do estádio ocorrer de forma esporádica.

A magistrada ainda deferiu em prol da numeração de assentos e a cobrança de taxa nas vendas pela internet de forma unificada, cobrando 16,50% do valor do ingresso.

Reunião conciliatória

O MPE afirma que entende que a CBF apresente contra argumentações para que se mantenha o valor dos ingressos. “Entendemos também que existe uma abusividade na cobrança dos preços e isso contraria o código do consumidor. O mercado é livre, mas não significa que se admita abusos em preços de produtos e serviços”, declarou o promotor.
O órgão estadual não descarta aceitar uma redução no valor do bilhete diferente de 60% para que o confronto entre brasileiros e colombianos não seja transferido da Arena da Amazônia, como há prenúncios.

“Nosso parâmetro é atingir os 60%, mas o código admite acordos e é possível que haja concessões de uma das partes envolvidas. Seria uma retaliação muito grande em relação ao Amazonas”, disse Otávio, ressaltando que o MPE tem mecanismos jurídicos para encontrar uma solução sem optar por uma “medida drástica”, retirando os jogos da capital amazonense.

Por Rosianne Couto

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