Dia a dia

Mototaxistas pedem maior fiscalização da prefeitura quanto aos serviços clandestinos na categoria

A principal Eles reivindicam mais fiscalização por parte da prefeitura em relação aos mototaxistas clandestinos - foto: Luís Henrique

A principal reivindicação dos mototaxistas é a fiscalização por parte da prefeitura em relação aos serviços  clandestinos – fotos: Luís Henrique e Gerson Freitas

Um grupo de pelo menos 120 mototaxistas legalizados, realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (12), na avenida do Samba, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Eles reivindicam mais fiscalização por parte da prefeitura em relação aos mototaxistas clandestinos que atuam na cidade.

Os mototaxistas saíram em carreata da avenida do Samba até a sede da Prefeitura de Manaus, situada na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da cidade.

De acordo com o presidente da União Estadual dos Mototaxistas, Orlando Bindá, o prefeito Arthur Neto havia prometido para a categoria que iria intensificar a fiscalização noturna, porém não cumpriu a promessa.

“Nos reunimos para cobrar da prefeitura uma fiscalização mediante problemas enfrentados com relação a outras pessoas que se passam por mototaxistas, mas não são legalizados. O prefeito prometeu há três semanas de se reunir com a categoria, mas até agora nada. Ele prometeu também a fiscalização durante a noite, pois é o horário onde os mototaxistas clandestinos atuam com mais frequência. Ele promete e não cumpre”, disse o presidente da classe.

Outra reivindicação do grupo é sobre o seguro de vida que, segundo a categoria, a prefeitura obriga o pagamento.

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“Além do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Depvat), somos obrigados pela prefeitura a pagar um seguro de vida que varia de R$ 210 a R$ 450, mas esse seguro não adianta de nada, a gente paga de três vezes ou à vista. É um seguro que, no final, a gente não usufrui, tem vários mototaxistas que estão acidentados e o seguro não está funcionado. Estamos sendo prejudicados e só queremos o nosso direito”, falou Bindá.

O mototaxista identificado somente como Cesar, que também está participando do protesto, disse que está indignado com a falta de fiscalização por parte da prefeitura.

“Batalhei bastante para conseguir minha matrícula e não acho certo qualquer pessoa se passar mototaxista legalizado, pois depois que acontecem coisas desagradáveis como assaltos e estupros, a população vai ficar assustada achado que todos os mototaxistas são bandidos. A prefeitura tem de fiscalizar”, disse o mototaxista, indignado.

O presidente ainda orientou a população quanto ao uso dos serviços oferecidos pela classe. Segundo ele, quando uma pessoa for solicitar os serviços de algum mototaxi, tem que observar se a motocicleta é pintada nas cores laranja e verde, pois “esses que são legalizados e não somente os estão com os coletes verde e laranja”.

“Tem pessoas que usam os mesmos coletes que os legalizados, mas são clandestinos, por isso a população tem que observar a motocicleta, só quem usa as motos nas cores verde e laranja são os legalizados. Atualmente existem 2. 100 permissionários legalizados em Manaus”, concluiu o presidente.

Em nota, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), informou que está nas ruas diariamente realizando blitz nas principais vias e bairros da cidade, em parceira com o Batalhão de Trânsito que também fazem apreensões de transporte clandestino.

“Dentre os transportes fiscalizados, estão os táxi, frete carga, fretamento, escolar, lotação, alternativo, executivo e moto-táxi. No ano passado, foram apreendidos entre setembro e dezembro 311 moto-táxis clandestino, já em janeiro até a data de hoje contabilizamos 325. A maioria das denúncias são feitas pela própria categoria de mota-táxi” concluiu a nota.

Por Mara Magalhães

Colaborou Luís Henrique

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