Dia a dia

Motoristas do transporte especial pedem fim dos ‘piratas’ e garantia dos direitos trabalhistas em Manaus

Solicitamos à Honda da Amazônia que regularize a situação e não compactue com a pirataria - fotos: divulgação

Solicitamos à Honda da Amazônia que regularize a situação e não compactue com a pirataria – fotos: divulgação

Os motoristas das empresas de transportes especiais que atendem funcionários do Distrito Industrial, na Zona Sul, paralisaram o serviço na manhã desta quarta-feira (9), das 6h às 7h30. O protesto foi liderado pelo presidente do Sindicato dos Especiais (SidEspecial), Willian Enock, que escolheu a fábrica Honda da Amazônia, localizada na rua Jutaí, para concentrar os trabalhadores e pedir o fim da pirataria nesse tipo de serviço, além do apoio das indústrias.

“Como a Moto Honda é uma empresa conceituada no Polo Industrial de Manaus (PIM), e ainda assim está acontecendo este tipo de irregularidade, outras indústrias vão fazer também. Essas empresas ‘barateiam’ o valor das rotas, mas para isso exploram o funcionário”, disse Willian Enock.

“Aproximadamente 300 motoristas que transportam os funcionários da Moto Honda não estão recebendo direitos trabalhistas”, disse o Enock, relatando que muitos esses profissionais, além de não ter a carteira assinada, ainda recebem os salários abaixo da categoria e chegam a fazer seis rotas diariamente. “Isso prejudica o descanso desse trabalhador, que chega a cochilar no volante, colocando em risco os passageiros. Isso sem ganhar a hora extra trabalhada”.

Outra reclamação é que as empresas pretendem pagar os décimo terceiro parcelado em até quatro vezes, segundo Willian Enock.

Outra reclamação é que as empresas pretendem pagar os décimo terceiro parcelado em até quatro vezes, segundo Willian Enock

Outra reclamação é que as empresas pretendem pagar os décimo terceiro parcelado em até quatro vezes, segundo Willian Enock

“Para que o trabalhador tenha seus direitos garantidos é necessário que seja combatida a pirataria e contamos com o apoio das indústrias”, ressaltou o sindicalista informando que cerca de 100 motoristas das empresas Trans Vida, Gurgel e Jaçanã Transportes estão trabalhando sem a carteira assinada, ganhando salário abaixo da categoria, além do não recebimento dos benefícios.

Willian Enock disse também nesta manhã que solicitou ao responsável pela contratação dos ônibus dos transportes da Honda da Amazônia que regularize a situação e não compactue com a pirataria. “Pedi que a empresa de serviços de transporte contratada seja regular. Dei prazo e espero que seja atendido. Caso isso não ocorra até 5 de janeiro de 2016, vamos convocar geral os motoristas para fecharmos a rotatória da Suframa”, alertou.

Por Conceição Melquíades

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