Dia a dia

Motorista que matou grávida poderá ser solto

Autor do acidente de carro que matou a auxiliar administrativa Alessandra Solart Amorim, 24, e deixou gravemente ferido o irmão dela, Jorge Adriane Solart, 31, no último dia 14, o autônomo Gleidson Sena Amaral, 27, pode ser solto a qualquer momento.

Preso preventivamente por decisão da juíza plantonista Mirza Telma, Gleidson aguarda decisão da Vara Especializada de Crimes de Trânsito sobre o parecer expedido, ontem, pelo Ministério Público do Estado (MPE-AM), assinado pelo promotor Jorge Pereira, que deu parecer favorável ao pedido de liberdade provisória protocolizado pela defesa do réu no último dia 16.

De acordo com parecer ministerial, os crimes imputados ao réu não fundamentam a manutenção da prisão preventiva, além de Gleidson ser réu primário e ter residência fixa. O promotor opinou ainda que o acusado compareça às audiências em juízo, não se ausente da comarca e não frequente lugares em que haja a venda de bebidas alcoólicas. O pedido de segredo de Justiça pedido pela defesa não foi atendido.

 

Protesto

Familiares e amigos de Alessandra e Jorge realizarão um ato para pedir que Gleidson seja punido e não tenha o pedido de liberdade provisória atendido. A manifestação está marcada para acontecer às 9h do próximo sábado (22). A concentração será no local do acidente, na avenida General Rodrigo Otávio, bairro Japiim Zona Centro-Sul.

Jorge segue internado em estado grave e respirando com ajuda de aparelhos. Conforme o tio das vítimas, Orleison Ailisson Figueira, 37, o sobrinho não apresenta melhoras clínicas e continua em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital João Lúcio, no bairro São José, onde passou por diversos procedimentos por conta de politraumatismos e corre o risco de ter uma das pernas amputada.

Apesar das informações de Orleison, a assessoria Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que segundo a equipe médica da unidade hospitalar, o quadro de saúde de Jorge melhorou. Ele passaria por exames de acompanhamento.

 

Por Cecília Siqueira

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