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Motorista de táxi será indiciado pela morte de técnico alemão de canoagem

A polícia vai indiciar por homicídio culposo o motorista de táxi que transportou o técnico alemão de canoagem slalom Stefen Henze, morto devido a um acidente durante a viagem, na Barra da Tijuca, durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A informação é da 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, onde corre o inquérito. De acordo com a Polícia Civil, as investigações estão avançadas. O acidente ocorreu no dia 12 de agosto e resultou, além da morte do alemão Stefen Henze, em ferimentos em outras duas pessoas que também viajavam no táxi.

O laudo pericial do acidente concluiu que “houve inobservância das regras de trânsito por parte do motorista e este será indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar”. As diligências e análise de testemunhos e provas estão sendo realizadas para que o inquérito policial seja finalizado nos próximos dias e encaminhado à Justiça.

Henze foi submetido a uma cirurgia neurológica, no dia do acidente, no Hospital Miguel Couto, zona sul do Rio. Ele e Cristian Käding, outro integrante da equipe técnica de canoagem slalom, estavam no táxi que colidiu com outro veículo na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. Käding foi levado para o mesmo hospital junto com o motorista de táxi. Os dois receberam alta após passar por exames clínicos.

Órgãos doados

A família de Stefan Henze, medalha de prata na Olimpíada de Atenas em 2004, autorizou a doação dos órgãos, após a confirmação da morte cerebral do técnico e ex-atleta olímpico. Uma mulher de 66 anos, cuja identidade não foi divulgada, recebeu o coração de Stefan Henze. A cirurgia foi feita no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), em Laranjeiras, zona sul da cidade.

De acordo com o INC, a receptora do órgão transplantado tem um quadro de saúde estável. Conforme o Programa Estadual de Transplantes, depois da morte encefálica do alemão, a família autorizou a doação de seus órgãos. Além do coração, foram captados os rins e o fígado de Henze. O destino dos rins e do fígado não foi informado pelo Programa Estadual de Transplantes.

Por Agência Brasil

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