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Motorista bêbado atropela duas garis na avenida Silves; uma delas morreu

O carro que causou o acidente está no pátio do 1º DIP - foto: divulgação

O carro que causou o acidente está no pátio do 1º DIP – foto: divulgação

 

Uma gari morreu e outra ficou gravemente ferida durante atropelamento na madrugada desta quinta-feira (27). O acidente aconteceu por volta de meia-noite e 30 minutos, na avenida Silves, bairro Crespo São Lázaro, Zona Sul de Manaus, e foi causado por um motorista bêbado.

A vítima fatal foi Luciana Guedes da Silva, 35. Já a colega dela, Michele Martins Lobo, 34, teve fratura no fêmur. Ambas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas às pressas para o Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, na Zona Leste, mas Luciana não resistiu aos ferimentos e morreu por volta de 2h. Michele teve ruptura do fêmur e passa por cirurgia.

Segundo a polícia, as duas foram atingidas por um carro modelo Celta, cor prata, placas JWU-2218, que era conduzido por Paulo César Martins Dias, 46, que ainda tentou fugir, sem prestar socorro às vítimas.

Visivelmente embriagado, porém, ele não conseguiu se afastar muito e foi logo capturado por policiais militares que faziam patrulhamento na área.

De acordo com o delegado Eduardo Paixão, do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso foi registrado, o condutor se recusou a fazer o exame de bafômetro, mas as características visuais dele, além do odor etílico que exalava, serviram de provas para o teste clínico constatar o estado de embriaguez.

“Infelizmente, esse é mais uma caso de motorista que não tem consciência e sua responsabilidade no trânsito, já que ele é reincidente no caso de embriaguez ao volante e que dessa vez promoveu o óbito de uma pessoa e quase a morte de outra”, lamentou.

Ainda conforme o delegado, por conta das circunstâncias do acidente e da reincidência no crime, Paulo foi autuado, em flagrante, por embriaguez ao volante, homicídio e tentativa de homicídio. Ele passará por uma audiência de custódia, onde será definido se vai responder em liberdade ou se o flagrante será convertido em prisão preventiva.

“É lamentável como o sistema favorece a impunidade, já que essas pessoas são sempre vistas nas ruas, praticando os mesmos delitos, e muitas vezes não têm nem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) apreendida. É um absurdo e o legislador precisa dar mais atenção ao cidadão de bem que sofre com esse tipo de coisa”, comentou o delegado.

Em nota, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) lamentou a morte da servidora, que morreu no exercício da função, e informou que recebe suporte da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) para o sepultamento.

Luciana Guedes trabalhava há dez anos na Prefeitura de Manaus. Ela deixa três filhos.

Por equipe EM TEMPO Online

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