Cultura

Mostra reúne literatura e música às margens do rio Negro

Marcada para a próxima sexta-feira, a 1ª Mostra de Arte Amazonense do Tarumã terá entre as atrações exposições de artes visuais – foto: arquivo AET

Marcada para a próxima sexta-feira, a 1ª Mostra de Arte Amazonense do Tarumã terá entre as atrações exposições de artes visuais – foto: arquivo AET

A união da música com a literatura e as artes plásticas tem sido usada com mais frequência para propor um novo conceito de exposição cultural sem o padrão de consumo de massa. A intenção é que os autores interajam com o público tirando um pouco da relação produto cultural-consumidor. Essa é a proposta da 1ª Mostra de Arte Amazonense do Tarumã, na noite da próxima sexta-feira (8), por volta das 20h, no Abaré SUP and Food, no Tarumã-Açu, Zona Oeste de Manaus.

Dois trabalhos devem concentrar as atenções no evento: o livro “O Barulho do Mormaço”, de Priscila Lira, e o CD “Black River” (“Rio Negro”, em tradução literal do inglês), do produtor musical Diego Mazzitelli. A proposta é unir cultura e natureza. Trabalhos de artistas visuais locais de DJs também estão na mostra.

“O Barulho do Mormaço”, com 80 páginas, reúne 20 contos com temas que incluem religião, mulher e sexualidade. Tudo, segundo a autora, sob o ponto de vista feminino. O livro foi escrito durante quatro anos. Conforme Priscila Lira, a ideia de escrever o livro surgiu durante a graduação do curso de letras da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Finalizando o mestrado na Universidade Federal do Paraná, a autora explica que o livro traz “ecos” do Amazonas.

“Eu já havia publicado alguns contos em redes sociais. Então, eu resolvi juntar tudo no livro, incluindo obras inéditas. A leitura é agradável e instiga o leitor a querer ler mais e mais”, diz a autora, revelando talento para o marketing pessoal. “O livro também traz um apelo poético bem forte, que é o que eu mais gosto de escrever”, comenta.

Um dos contos narra a história de uma mulher que assassina o padrasto. “O ambiente familiar é o que leva a jovem a cometer o crime”, revela Priscila, ao informar que outra história é a de um idoso, patriarca de uma família, que morre e continua a aparecer para seus familiares com o intuito de oferecer conselhos e concluir assuntos inacabados em vida.

De acordo com a organizadora do evento e proprietária do Abaré SUP and Food, Graziela Vasconcelos, ou simplesmente “Madame Caboquinha”, como gosta de ser chamada, a ideia do evento é divulgar a arte conceitual de autores amazonenses. “Queremos celebrar o lançamento do livro e dar espaço para outros artistas. Eventos desse tipo acontecem muito em outras capitais, principalmente em São Paulo. O nosso objetivo é fomentar a arte saindo do tradicional, colocando propostas diferentes. Não buscamos perfil de público, buscamos pessoas com a mente aberta”, declara.

Entre as atrações também está um sarau com os integrantes do grupo Pandevú e Alessandra Dinelli. O microfone e o palco também estarão liberados para quem quiser cantar. Já entre os DJs estão Luana Aleixo, Vivi Mendes, Diego Marzzitelli (Curitiba) e Iann Wenery, além das exposições de Mayara Cruz, Ana Paula Corrêa, Nádja Kristhina, Kerolayne Kemblim, Sascha Porto.

A entrada custa R$ 10, incluindo o traslado da Praia Dourada, que dá acesso ao Abaré. O espaço pode comportar público de até 300 pessoas.

Luis Henrique Oliveira

1 Comment

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  1. Lucas

    6 de janeiro de 2016 at 16:03

    Com certeza será uma bela apresentação.

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