Cultura

Morre Abe Vigoda, ator de “O Poderoso Chefão”, aos 94 anos

Actor Abe Vigoda smiles as he attends the Friars Club Roast of Betty White in New York May 16, 2012. REUTERS/Andrew Kelly

Actor Abe Vigoda smiles as he attends the Friars Club Roast of Betty White in New York May 16, 2012. REUTERS/Andrew Kelly

Abe Vigoda, que deu vida ao mafioso Salvatore Tessio no filme “O Poderoso Chefão”, morreu nesta terça-feira (26) aos 94 anos. A notícia foi divulgada pela filha do ator, Carol Vigoda Fuchs, à Associated Press.

Vigoda morreu de causas naturais durante o sono na casa da filha em Woodland Park, Nova Jersey. “Ele nunca esteve doente”, afirmou Carol.

Nascido em Nova York em 1921, o ator frequentou a Theater School of Dramatic Arts em Carnegie Hall. No começo dos anos 1950, fez pontas em comédias de Jimmy Durante e Ed Wynn para a TV.

Trabalhou no teatro por 30 anos: viveu personagens como João de Gante em “Ricardo 3º” – seu papel favorito, costumava dizer – e Abraham Lincoln na comédia “Tough to Get Help”.

Teve uma carreira obscura até ser escalado por Francis Ford Coppola em “O Poderoso Chefão”. Seu personagem é um velho amigo de Vito Corleone (Marlon Brando), que busca o controle da família após sua morte. Para isso, tenta matar Michael Corleone (Al Pacino), mas é enganado e assassinado.

“Quando eu era jovem, me disseram que o sucesso deveria vir na juventude. Descobri que isso é um mito. Minhas experiências me ensinaram que, se você realmente acredita no que faz, o sucesso pode vir em qualquer idade”, declarou o ator, refletindo sobre seu sucesso tardio – o longa de Coppola estreou quando ele tinha 51 anos.

O sucesso do filme alçou a imagem e a voz de Vigoda à fama, mas foi ao lado de Hal Linden na comédia para a TV “Barney Miller” que conquistou reconhecimento.

Vigoda atuou no seriado de 1975 a 1977, quando estreou a série solo “Fish”, cancelada após uma temporada e meia. O ator retornou a “Barney Miller” como convidado, mas as aparições especiais foram encerradas por disputas salariais.

Ele foi casado duas vezes, mais recentemente com Beatrice Schy, que morreu em 1992. Teve duas filhas com sua primeira mulher, Sonja Gohlke, também morta. Vigoda deixa a filha Carol, três netos e um bisneto.

 

Por   Folhapres

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