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Moradores reclamam do estacionamento irregular de veículos pesados na Zona Oeste

De acordo com os moradores, a empresa é a principal responsável pelo problema - foto: Josemar Antunes

De acordo com os moradores, a empresa é a principal responsável pelo problema – foto: Josemar Antunes

Moradores do conjunto Parque Residencial Ponta Negra – conhecido popularmente como Cophasa-, bairro Nova Esperança 2, Zona Oeste de Manaus, reclamam de veículos  pesados estacionados nas calçadas e ruas irregularmente.

De acordo com a denúncia, os veículos de uma empresa estariam impedindo os pedestres de transitar pela calçada e  estariam dificultando a entrada e saída das garagens.

A reportagem do EM TEMPO Online recebeu a denúncia  e foi até o local nesta sexta-feira (29), para ouvir as reclamações dos  moradores da avenida Vale do Pó.

Conforme a moradora que reside há mais de 40 anos no local, a psicopedagoga Helena Alves, 58, as irregularidades como excesso de velocidade, atropelamentos e entulhos são praticadas com frequência nas vias do conjunto. A moradora atribui os problemas ao surgimento do bairro Nova Esperança (oriundo de invasão) e da empresa Transmuller, especializada em guindastes. As máquinas estão estacionadas  na rua 5 de Setembro, nas proximidades do terminal de ônibus das linhas 221 e 225, que atendem os usuários do transporte no conjunto e adjacências.

“Não suportamos mais os problemas que se tornaram rotineiros no conjunto. A empresa de guindaste estaciona os caminhões em frente as nossas casas, arrancam a fiação elétrica e nada muda. Além disso, causam danos ao meio ambiente, deixando sujeira da manutenção dos veículos pesados, o que pode causar acidentes”, argumentou a moradora.

Sebastião Alves, 54, fez foto de um dos veículos guindaste estacionado em frente a residência  - foto: divulgação

Sebastião Alves, 54, fez foto de um dos veículos guindaste estacionado em frente a residência – foto: divulgação

O jornalista Sebastião Alves, 54, explicou que, por várias vezes, tentou de forma amigável resolver a situação, mas sempre foi ignorado pelos proprietários da empresa. O denunciante afirma ter relatado o problema para os órgãos públicos, mas nunca obteve resposta.

“Mais uma vez tive problema com os proprietários da empresa. Pedi que o caminhão pesado fosse retirado da frente da minha residência, mas a filha do proprietário da empresa foi intransigente comigo. Na ocasião, cheguei a fazer fotos para comprovar as irregularidades e a jovem disse que iria me processar”, comentou Alves, por telefone.

A nossa equipe de reportagem foi até a Transmuller, para ouvir os representantes da empresa. Segundo a proprietária, Ivone Souza, 56, a denúncia não procede.

“Não entendo de forma alguma a denúncia, pois os veículos da minha empresa ficam guardados na garagem onde comporta um caminhão guindaste e três caminhões, além de veículos de passeio”, disse.

Conforme a gerente operacional da empresa Mayara Muller, 25, a prática de estacionar nas vias é feita por outros condutores que residem nas adjacências do conjunto.

Ainda de acordo com Mayara, o fluxo é intenso na área entre os horários das 17h e 18h, onde até carretas utilizam as ruas do conjunto para fugir do intenso congestionamento das principais vias do bairro.

A assessoria de comunicação do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans), informou que as denúncias são computadorizadas por meio de bancos de dados, mas promete enviar uma equipe de fiscalização e tomar as medidas necessárias para punir as práticas de irregularidades no local.

Por Josemar Antunes (especial EM TEMPO Online)

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