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Moradores interditam avenida Leonardo Malcher em protesto contra buracos

A rua possuía redutores de velocidade, mas foram retirados para facilitar o tráfego dos veículos pesados que prestam serviços à obra do Prosamim. - foto: Cecília Siqueira

A rua possuía redutores de velocidade, mas foram retirados para facilitar o tráfego dos veículos pesados que prestam serviço à obra do Prosamim. – foto: Cecília Siqueira

Revoltados com os buracos e crateras no asfalto, moradores da avenida Leonardo Malcher, no trecho próximo à maternidade Balbina Mestrinho, bairro Praça 14, Zona Sul da capital amazonense, bloquearam a via com pedaços de madeira e pedras para chamar atenção e pedir providências ao órgão competente.

Os ônibus e automóveis particulares estão tendo que desviar o trecho interditado para chegar ao destino desde a manhã de domingo (10), quando houve a interdição.

Segundo moradores, os estragos na pista foram causados pelo tráfego de caminhões carregados com materiais para a construção do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). A rua faz parte do trajeto de algumas linhas do transporte coletivo que têm como destino o Centro da cidade.

Segundo Sérgio Mestrinho, 46, uma caçamba que presta serviços para a obra do programa habitacional, despejou uma carrada de seixo no local para tentar minimizar o impacto causado pelo fluxo dos veículos no asfalto, mas a ação não impediu que os buracos se transformassem em crateras.

“Os carros e os ônibus estão passando por cima da calçada, pois não dá para transitar na pista. Essa obra tem dois acessos. Os caminhões agora não passam por aqui porque fechamos a rua e eles estão usando a outra entrada. Já tentamos contato com prefeitura para resolver esta situação e fizemos até um abaixo-assinado”, contou Mestrinho.

Ônibus e carros estão desviando do trecho interditado para poder chegar ao Centro da cidade. - foto: Cecília Siqueira

Ônibus e carros estão desviando do trecho interditado para poder chegar ao Centro da cidade. – foto: Cecília Siqueira

Conforme outro morador da via, o aposentado Almir de Castro Pinto, 65, a rua possuía dois redutores de velocidade, mas que após terem sido retirados para melhorar o tráfego dos caminhões, os acidentes com pedestres têm sido constantes.

“Tem uma senhora de 80 anos que mora na casa ao lado da minha e tem dificuldades para andar na rua. Outro dia, ela estava saindo e um carro subiu na calçada e quase a atropelou, se ela não tivesse tido a ação de entrar na residência de novo seria atropelada. Os motoristas andam em alta velocidade aqui. Nós não queremos que só joguem asfalto aqui, pois não vai adiantar, precisa ser um recapeamento”, disse Pinto.

Em nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) confirmou que a avenida ficou comprometida devido à passagem dos caminhões que servem à obra do Prosamim e que a manutenção do asfalto tem sido feita, entretanto fica deteriorado com rapidez por causa do fluxo de veículos.

Em nota, a Seminf informou que "obras definitivas que solucionarão os problemas dos moradores da área só poderão ser realizadas após a conclusão das obras do Prosamim". - foto: divulgação/Seminf

Em nota, a Seminf informou que “obras definitivas que solucionarão os problemas dos moradores da área só poderão ser realizadas após a conclusão das obras do Prosamim”. – foto: divulgação/Seminf

O chefe do distrito de obras da pasta já recebeu a demanda e na manhã desta segunda-feira (11), enviou equipes para que executem serviços paliativos no local. A nota ainda informa que, “obras definitivas que solucionarão os problemas dos moradores da área só poderão ser realizadas após a conclusão das obras do Prosamim”.

Por Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

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