Dia a dia

Moradores do Vieiralves temem criadouro de mosquito Aedes aegypti em imóveis fechados

Água acumulada em piscina vem deixando moradores apreensivos – foto: Ione Moreno

Água acumulada em piscina vem deixando moradores apreensivos – foto: Ione Moreno

Imóveis fechados ou terrenos abandonados em Manaus estão na mira de denúncias, por se tornarem criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). De acordo com o órgão, dezenas de reclamações e solicitações de fiscalizações são atendidas diariamente.

Moradores do conjunto Vieiralves, mais precisamente da rua Rio Mar, no bairro Nossa Senhora das Graças, alegam que apesar das diversas reclamações e pedidos de fiscalizações e limpeza na piscina de uma residência que está abandonada há meses, nenhum órgão responsável pela saúde pública apareceu até o momento no local para tomar as devidas providências.

A piscina está com água parada há algumas semanas colocando em risco a saúde dos moradores, que não sabem mais a quem recorrer para que seja feita a limpeza do local. Um porteiro de um prédio residencial próximo ao imóvel, que preferiu não se identificar, comentou que os donos do espaço estiveram recentemente no local, mas não realizaram nenhuma manutenção no lugar.

“Os donos só aparecem quando vão realizar algum evento na casa. Fora isso o local fica abandonado, cheio de mato, água parada, virando deposito de lixo e mosquito. Os moradores próximos da casa estão apavorados com essa situação. Já pediram ajuda de vários órgãos, mas as solicitações foram todas tratadas com descasos”, disse o porteiro.

A Semsa informou que os moradores devem formalizar a denúncia para que as medidas necessárias sejam tomadas. Nos casos onde os imóveis apresentam alto risco à saúde pública, o órgão destacou que a Vigilância Sanitária e a Polícia Militar são acionadas para entrar no espaço, para que seja feita a limpeza.

Já em locais que não apresentam alto risco, o órgão realiza o procedimento de localização do proprietário do imóvel, para notificá-lo. Um prazo é dado para que seja feita a manutenção do espaço. Caso a determinação e o prazo não sejam cumpridos, o dono do ambiente pode ser multado em até R$ 33,5 mil.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou que a responsabilidade de fiscalizações desses imóveis é do município, mas que está auxiliando em todas as demandas.

Por Gerson Freitas

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir