Dia a dia

Moradores do Nova Vitória reclamam da falta d’água no bairro

Moradores do Nova Vitória estão sem o fornecimento de água desde do dia (30) - foto: Diego Janatã

Moradores do Nova Vitória estão sem o fornecimento de água desde dia (30) – foto: Diego Janatã

A promessa de ter água em casa ainda está longe de ser cumprida para a maioria dos moradores do bairro Nova Vitória, Zona Leste de Manaus. Há oito dias sem o abastecimento por conta de uma manutenção elétrica – na subestação que interliga a Estação de Tratamento (ETA) I e II, na Ponta do Ismael, bairro Compensa, Zona Oeste – residentes das imediações encaram a dura realidade de acordar, abrir a torneira e  se depararem com a falta d’água, pagando pelo serviço que não têm.

Desde quando foi morar no Nova Vitória, a doméstica Cléia da Silva Santos, 37, relata que já se tornou frequente a falta d’água. Para improvisar, os moradores tiveram que cavar um poço artesiano a fim de atender as necessidades prioritárias como o banho e a lavagem das louças. “Moro no Nova Vitória há mais de 10 anos e durante todo esse tempo,  minha família passa por sacrifício. Meus filhos já pegaram até infecção por causa da água suja do poço. Enquanto isso, a conta chega todo mês, mas o serviço que é bom não temos”, disse.

O Industriário Márcio Loureiro Brito, 29, também reclama do problema, segundo ele, faltou trabalho três dias seguidos, isso porque o fardamento não é lavado em casa e, para conseguir, ir até a residência da mãe, no Lírio do Vale, em busca de água. “Acho isso uma humilhação. Passamos por problemas todos os dias, trabalhamos para pagar nosso impostos. É lamentável chegar em casa e não ter uma gota d’água para beber. E quando tem, não passa 10 minutos para ir embora. Estamos fartos da irresponsabilidade dessa concessionária”, declarou.

O Diretor de Operações da Manaus Ambiental, Luiz Couto, falou com a reportagem do EM TEMPO sobre o assunto.  Ele afirma que todas as medidas para atendimento às demandas estão sendo realizadas. E que, por problemas na bomba elétrica, está sendo feito um rodízio de setores, onde alguns bairros têm e outros não o abastecimento de água.

“Estamos com um problema desde o dia 31, em uma das bombas elétricas. No entanto, estamos atendendo as famílias com aproximadamente 9 a 12 caminhões pipas com 12 metros cúbicos de água, priorizando as creches, escolas e postos de saúde”, afirmou.

Luiz Couto ressalta que apesar do transtorno, tudo está sendo feito para que a população não saia no prejuízo. “Pedimos as pessoas que estão sem água para ligar no nosso Call Center, lá elas são orientadas por um atendimento especial, onde agendamos uma visita com caminhão pipa, na intenção de reservar água até resolvermos o problema”, disse.

Por se tratar de um equipamento de grande porte, a maior bomba de eixo vertical do país, foi iniciada de imediato a manutenção no equipamento. Devido ao grande porte, estimou-se um total de 60 horas para a execução dos trabalhos e em função do ocorrido a vazão de produção de água foi reduzida.

Em nota, a Manaus Ambiental disse que “rapidamente adotou um plano emergencial para distribuição de água nas áreas afetadas, providenciando abastecimento, através de caminhões pipas para os clientes especiais, preferencialmente: hospitais, clínicas, escolas e maternidades, bem como, também, realizando manobras operacionais nos macros setores Jorge Teixeira, Nova Floresta, Mutirão e Cidade de Deus, intercalando o abastecimento nas áreas afetados, para que não haja total desabastecimento nas residências. Além das ações paliativas, a concessionária aumentou a capacidade de abastecimento da Ponta do Ismael, localizado na Compensa em 400 litros por segundos. Com o aumento da vazão de água, estaremos atendendo os macros setores São José, Cidade de Deus e núcleo 23”.

A concessionária informou ainda que no domingo (5), a bomba apresentou problemas novamente e as equipes estão trabalhando incessantemente para solucionar o ocorrido. As equipes de engenharia estão realizando vistorias com apoio de especialistas e do fabricante para elaborar um diagnóstico e solucionar o quanto antes a situação.

 

Por Lindivan Vilaça

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