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Moradores denunciam descaso da polícia durante ação, no Conjunto Bom Pastor

Durante a ação policiais invadiram residências da Comunidade e trocaram tiros com o suspeito - foto: Márcio Melo

Durante a ação policiais invadiram residências da Comunidade e trocaram tiros com o suspeito – foto: Márcio Melo

Uma ação da Polícia Civil, nesta terça-feira (13),  na tentativa de prender um homem, não identificado, suspeito de cometer vários homicídios, em Manaus, revoltou moradores do Conjunto Bom Pastor, no Conjunto Colônia Santo Antônio, Zona Norte, que acusam  investigadores da polícia de abuso de autoridade. Na ocasião, houve troca de tiros entre os policiais, mas o suspeito conseguiu escapar.

Segundo a cuidadora de idosos, Mara Régis da Silva, 40, que teve a casa invadida, os policiais perseguiram o homem  suspeito de homicídio desde a invasão ‘Bom Pastor’. Segundo a testemunha, a polícia agiu com violência e fez ameaças aos moradores da residência.

“Eu estava sentada na cadeira de balanço, na companhia da minha vizinha, quando o homem invadiu a minha casa, logo em seguida, os policiais surgiram efetuando vários disparos”, relatou a mulher, indignada com a ação policial.

A moradora considerou a ação policial “exagerada” e afirmou que, em nenhum momento foi apresentado  mandado de prisão expedido pela Justiça.

Ainda durante a ação policial, outra casa invadida causando pânico na família do técnico de segurança, de 23 anos, que não teve o nome revelado por medo de represálias. Ao perceber a presença dos homens, armados, dentro da casa, por alguns minutos, desistiu de se armar com uma faca.

Conforme dois moradores, Júnior Marques, 18, e Alex dos Santos, 22, que se encontravam na rua, os policiais chegaram atirando durante a perseguição ao alvo.

“Ao escutar pelo menos oito tiros, e ver essa truculência, tive que me atirar na direção do barranco com medo de ser atingido pelos tiros. Se tem bandido aqui escondido, os policiais devem ter mais cuidado durante seus trabalhos policiais. Aqui também moram pessoas do bem”, disse.

Quatro veículos de modelo Voyage, cor prata; três de modelo Palio Weekend, também de cor prata, além de uma picape da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) participaram da ação policial.

Polícia Civil

Em nota, a assessoria da Polícia Civil informou, “que o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, confirmou a realização de uma ação policial na manhã desta terça-feira (13), pelas equipes da unidade na Comunidade Bom Pastor, bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte de Manaus”.

Conforme o delegado, “os policiais da DEHS foram investigar uma denúncia de que Leonardo Sagica da Silva, 26, conhecido como ‘Léo’, estaria na invasão com uma motocicleta roubada e uma arma de fogo. O indivíduo em questão, investigado por envolvimento em dois homicídios ocorridos na capital em agosto deste ano, quando percebeu a aproximação dos policiais civis, teria abandonado a motocicleta com restrição de roubo e efetuado disparos de arma de fogo contra os policiais”.

Ivo Martins disse, ainda, que Leonardo conseguiu empreender fuga, se escondendo em casas localizadas na invasão. Na ocasião, os policiais civis saíram em perseguição por Leonardo, mas não conseguiram localizá-lo.

Martins disse ainda que a ação policial ocorreu em circunstância de flagrante delito por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Leonardo também estaria envolvido nos homicídios de Manuel Adalberto, conhecido como ‘Maneca’, morto no dia 13 de agosto deste ano, na Colônia Santo Antônio, e do estudante universitário Bruno Cativo Siqueira, morto no dia 30 de agosto deste ano.

O titular da DEHS destacou o preparo e elevada capacitação dos policiais civis que atuam na unidade no atendimento de ocorrências de qualquer natureza. Ivo Martins concluiu afirmando que ação não gerou qualquer tipo de problema aos moradores do local, uma vez que os servidores agiram dentro da legalidade. A motocicleta roubada na segunda-feira (12) por Leonardo foi recuperada e será devolvida ao proprietário ao término dos procedimentos cabíveis.

Por Josemar Antunes

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