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Moradores de residencial na BR-174 protestam em frente à Caixa contra atrasos na conclusão da obra

Muitas famílias que adquiriram o empreendimento se beneficiaram do programa ‘Minha Casa Minha Vida’, do governo federal - foto: Eraldo Lopes

Muitas famílias que adquiriram o empreendimento se beneficiaram do programa ‘Minha Casa Minha Vida’, do governo federal – foto: Eraldo Lopes

Moradores do conjunto residencial Verona Premium, localizado na avenida Cláudio Mesquita, no quilômetro um da BR 174 (Manaus/Boa Vista), realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (27), para reclamar do atraso na conclusão das obras do empreendimento.

A manifestação foi realizada em frente à agência da Caixa Econômica, localizada na rua Ramos Ferreira, no Centro de Manaus.

Muitas famílias que adquiriram o empreendimento se beneficiaram do programa ‘Minha Casa Minha Vida’, do governo federal e não imaginavam que teriam tanta dor de cabeça.

“Nós adquirimos um sonho, que hoje virou pesadelo, pois ainda não temos uma moradia digna”, disse indignada a líder do movimento, e síndica do residencial, Jandira Muniz.

Ela informou ainda que outras 340 famílias que adquiriram um apartamento em 2009 continuam pagando as mensalidades, mas ainda não receberam a chave e, embora sejam cobradas pelas prestações, sem nenhum abatimento.

Jandira continuou lembrando que a construtora Premium Engenharia havia prometido a entrega do imóvel para dezembro de 2012, porém desistiu da obra, que passou a ser de responsabilidade da Caixa Econômica, e a previsão de entrega passou a ser 31 de dezembro do ano passado.

A síndica informou também que, atualmente, 826 famílias passaram a morar no residencial, devido uma intervenção junto ao Ministério Público, que possibilitou a entrega desses imóveis.

Durante oito meses, a síndica do condomínio têm buscado melhorias para resolver os problemas de estrutura ambiental, sanitária e administrativa. “Estou ficando sem forças, não consigo fazer o seguro e também não consigo renovar a licença do Corpo de Bombeiros, pois nunca é aprovada pelo órgão, devido à falta de estrutura do local”, reclamou.

“Vamos aguardar até que o superintendente da Caixa, Carlos Alberto Bonin, nos dê uma resposta de qual construtora irá assumir a obra que é de responsabilidade da Caixa, quando serão retomadas essas obras, queremos uma posição”, reiterou Jandira.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caixa no Amazonas que informou, em nota, ter convidado os representantes dos manifestantes para uma reunião de esclarecimentos sobre o empreendimento Verona, porém, os mesmos não se apresentaram junto ao banco.

A Caixa salientou ainda que o residencial Verona se enquadra na faixa 2 do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Nessa faixa do programa, as operações são consideradas de mercado – a empresa atua no papel de agente financeiro, não cabendo a ela as responsabilidades de construtor, vendedor ou incorporador, conforme as normas da lei n 4.591/64 (lei de condomínios e incorporação imobiliária).

Após a interrupção das obras pela construtora, a Caixa acionou a seguradora responsável para a contratação de uma nova construtora. Contudo, a seguradora ainda está em negociação com três construtoras interessadas para garantir a retomada das obras.

Ainda conforme a nota, a empresa afirmou que, apesar de não ter obrigação legal, está comprometida com a construção da solução definitiva para os moradores do empreendimento e já suspendeu a cobrança de encargos em fase de obra dos clientes que financiaram com o banco.

A empresa esclareceu também que o condomínio é composto por 1.168 unidades habitacionais, divididos em 146 blocos. Após acordo com o Defensoria Pública da União, já foram liberados para ocupação cerca de 800 imóveis. Desse total, 600 unidades já foram entregues aos adquirentes.

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