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Moradores de áreas alagadas bloqueiam avenida São Jorge, reivindicando Bolsa Enchente

Usando equipamentos  como geladeiras e cadeiras, eles bloquearam a via um pouco antes da ponte que dá aceso à avenida Constantino Nery – foto: Asafe Augusto

Usando equipamentos como geladeiras e cadeiras, eles bloquearam a via um pouco antes da ponte que dá aceso à avenida Constantino Nery – foto: Asafe Augusto

 

 

 

Um grupo de moradores de áreas alagadas do bairro São Jorge, Zona Oeste, realizou na manhã desta sexta-feira (24) uma manifestação reivindicando da Prefeitura de Manaus a segunda parcela do auxílio ‘Bolsa Enchente’, que estaria atrasada.

Usando equipamentos domésticos, como geladeiras e cadeiras, além de madeiras e pneus velhos, eles bloquearam a avenida São Jorge um pouco antes da ponte que dá aceso à Constantino Nery, comprometendo o trânsito na área. Os manifestantes, pouco mais de 50 pessoas, chegaram a atear fogo em troncos de árvores na barricada.

Um grande congestionamento se formou no local e agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização no Trânsito de Manaus (Manaustrans) foram designados a orientar os motoristas. O fluxo de coletivos foi desviado pela Bola do São Jorge. Policiais militares também se fizeram presentes, mas não chegaram a intervir no movimento.

“A primeira parcela dos R$ 300 do Bolsa Enchente, no valor de R$ 150, nós recebemos numa boa, mas a segunda não pagaram ainda. E nem deram nenhum outro tipo de ajuda. Ano passado, a agente recebeu dois ranchos, mas esse ano nem a outra parcela do dinheiro querem pagar”, reclamou a autônoma Maria das Graças, de 50 anos.

A faxineira Nilcilene Neves Batalha, 31, reforçou a reclamação, enfatizando a falta de atenção do poder público com o problema dos moradores, atingidos pela forte enchente deste ano. “Outros bairros já receberam, mas nós ainda estamos esperando”.

Já o carpinteiro Sérgio Lima, 50, disse que, além da ajuda em dinheiro, foram prometidos redes, mosquiteiros e colchões, mas nada disso foi cumprido. “Tão mandado tudo para o interior e pra gente não sobra nada”, disse, referindo-se aos kits de ajuda humanitária.

A manifestação terminou por volta das 10h30, após funcionários da Secretaria Municipal da
Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) chegarem ao local para ouvir as reivindicações dos moradores.

manifestação 2

 

Justificativa
Em nota, a titular da Semmasdh, Goreth Garcia Ribeiro, garantiu o repasse da segunda parcela do SOS Enchente para os dias 30 e 31 de julho. Segundo o texto, “vão ser beneficiadas 2.700 famílias cadastradas junto ao órgão e que tiveram que sair de suas casas por conta da subida das águas do rio Negro”.

Conforme a secretária, o repasse estava previsto para o início da segunda quinzena de julho, mas o rigor na conferência do cadastro das famílias acabou atrasando o pagamento.

“Algumas famílias beneficiadas na primeira parcela não foram localizadas pelas nossas equipes e isso exigiu maior tempo da secretaria na organização e liberação dos pagamentos. Vamos repassar os valores ao banco e ele irá emitir os cartões para os beneficiários. Atender essas famílias é uma prioridade para o prefeito Arthur Neto e a Semmasdh está empenhada para cumprir a determinação o mais breve possível”, afirmou Goreth Garcia Ribeiro.

Também na manhã desta sexta-feira, equipes de assistentes sociais da Semmasdh estiveram nos bairros Glória, São Jorge, Santo Antônio e Tarumã (Zona Oeste), Educandos, Raiz e Mauazinho, na Zona Sul, e Puraquequara, na Zona Leste, para orientar as famílias sobre a data de pagamento e verificar as necessidades de colchões, redes, lençóis, cestas básicas e água potável.

Por equipe EM TEMPO Online
Colaborou Asafe Augusto

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