Dia a dia

Moradores de área no Cidade de Deus protestam contra ação de despejo

Cerca de 300 pessoas estiveram na manifestação, segundo estimativas da PM – foto: Luis Henrique Oliveira

Cerca de 300 pessoas estiveram na manifestação, segundo estimativas da PM – foto: Luis Henrique Oliveira

Com barricadas de pneus e toras de pau, moradores da rua Atlético Paranaense, bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus, realizam manhã desta quarta-feira (23) um protesto contra a ordem de despejo que está sendo movida contra eles na Justiça. Cerca de 300 pessoas estiveram na manifestação e policiais da Força Tática foram acionados.

O aspirante PM Petrôneo Taketomi disse à reportagem que a presença da guarnição foi necessária para que os ânimos dos populares fossem contidos. “Não chegamos despejando ninguém. Viemos apenas para informá-los sobre o andamento da ação. Viemos para desobstruir a via que estava fechada”, argumentou.

Já a moradora Rosa Oliveira, 38, dona de uma panificadora, comentou que o local onde funciona o seu estabelecimento já possui três intimações de desocupação. “Não somos invasores. Pagamos IPTU e todas as demais contas. Simplesmente, um senhor identificado como Rodolfo Matos Bezerra, se diz ser o dono do local. Ele informa que moramos há 35 anos no local, mas eu só moro há 12 anos. Ele ainda quer que a gente pague uma indenização com os próprios imóveis”, explicou.

Ainda segundo os populares, outros seis moradores também estão sendo processados por conta da ocupação do terreno. A reportagem tentou contato com o suposto proprietário do terreno, identificado como Rodolfo Matos Bezerra, mas não obteve respostas.

A reportagem entrou em contato com a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) para averiguar o caso, mas foi informada de que o órgão não é mais o responsável por assuntos relacionados ao bairro Cidade de Deus, que seria de responsabilidade da Secretaria de Política Fundiária (SPF), antiga Secretaria de Terras e Habitação (Sethab). Entretanto, até a publicação desta matéria, os telefonemas não foram atendidos.

Por Luis Henrique Oliveira
Do jornal AGORA

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