Dia a dia

Monumento de R$ 5,5 milhões é abandonado em Manaus

Moradores das proximidades do monumento, na avenida Brasil, até hoje desconhecem seu significado e sua utilidade – foto: Ione Moreno

Moradores das proximidades do monumento, na avenida Brasil, até hoje desconhecem seu significado e sua utilidade – foto: Ione Moreno

Uma obra avaliada em R$ 5,5 milhões aos cofres públicos e inaugurada em 2009 como símbolo da ponte Rio Negro está praticamente esquecida pelas autoridades, vive ocupada por moradores de rua e está tomada por lixo.

É assim o cenário encontrado na praça que abriga o monumento, localizada na avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste, na saída da estrada da Estanave, bem próximo à sede do governo.

Quem mora ou trabalha próximo à praça se revolta com o valor gasto na construção do monumento e acredita que a verba poderia ter sido usada em  melhoria de hospitais, transporte coletivo ou até mesmo na segurança pública. É o caso do vendedor Rodrigo Guedes, 29, que trabalha há mais de cinco anos na avenida Brasil em uma loja de construção e se revolta ao ver todos os dias o abandono da praça.

“Esse local há muito tempo não recebe manutenção e está completamente esquecido pelo poder público. Com o dinheiro que eles gastaram construindo esse monumento que muita gente nem sabe o que significa, deveriam ter reformado algum hospital, que é muito mais importante para a população”, comentou.

Moradora do bairro há mais de 20 anos, a dona de casa Margarida Oliveira, 62, conta que desde que foram construídos, a praça e o monumento não recebem manutenção dos órgãos responsáveis. Ela disse ainda que o local vive cercado de usuário de drogas e moradores de rua, e que o lixo acumulado acaba espalhando mau cheiro na rua.

“Isso é uma pouca vergonha com o dinheiro do povo. Construíram esse monumento aí e eu nem sei o que significa. Tanto dinheiro jogado fora e a gente sofrendo com a falta de segurança nas ruas, porque a polícia não tem viatura e armamento”, opinou.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Governo (Secom) para falar sobre a obra e verificar quem seria o responsável por sua manutenção, mas até o fechamento desta edição nenhum posicionamento foi repassado.

Michelle Freitas (equipe Agora)

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