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Ministros de Dilma e Banco Central foram espionados pelos EUA, revela WikiLeaks

O site WikiLeaks, conhecido por vazar documentos secretos, divulgou neste sábado (4) informações confidenciais da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês) que revelam nova espionagem contra a presidente Dilma Rousseff, assessores e ministros.

Ao todo, 29 telefones de membros e ex-integrantes do governo foram grampeados -no início do primeiro mandato de Dilma- pela agência norte-americana, como o do ex-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e do então secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, atual ministro do Planejamento.

A lista também aponta como alvos de espionagem uma autoridade da área internacional do Banco Central, o ex-ministro das relações exteriores Luiz Alberto Figueiredo Machado, atual embaixador do Brasil nos EUA, e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, o general José Elito Carvalho Siqueira.

Também tiveram os telefones grampeados uma secretária e um assistente de Dilma, de acordo com a lista divulgada pelo WikiLeaks, além de telefones de representações brasileiras no exterior e até do avião presidencial.

Segundo a publicação, o avião da presidência brasileira foi alvo de interceptações.

A divulgação do documento ocorre poucos dias após o encontro de Dilma com o presidente americano Barack Obama em Washington, onde ela afirmou confiar que os EUA não estão mais interceptando as comunicações de países aliados, em um encontro em que um dos objetivos foi virar a página do escândalo de espionagem que abalou as relações bilaterais.

MONITORAMENTO ANTIGO

Em junho de 2013, uma série de reportagens do jornalista Glenn Greenwald mostrou que o Brasil integrava uma rede de 16 países nos quais há bases americanas de coleta de dados de espionagem. Apresentação na NSA classificada como “ultrassecreta” detalhou a técnica de monitoramento usada contra Dilma Rousseff, assessores-chave e Petrobras.

O monitoramento de Dilma aprofundou a crise com os Estados Unidos e adiou a viagem que a presidente brasileira faria a Washington em outubro do mesmo ano.

Por Folhapress

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