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Ministro Gilberto Kassab é recebido com manifestação durante visita ao Inpa

O interesse em visitar o Inpa e conhecer as pesquisas que estão em andamento partiu do próprio Kassab como forma de reconhecimento do novo ministério - foto: Fabiane Moraes

O interesse em visitar o Inpa e conhecer as pesquisas que estão em andamento partiu do próprio Kassab como forma de reconhecimento do novo ministério – foto: Fabiane Moraes

O ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicação, Gilberto Kassab, visitou o Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), na tarde desta sexta-feira (17), e foi recebido com uma manifestação dos funcionários, que eram contra a fusão entre o  Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério das Comunicações, que ocorreu no mês de maio. Com cartazes e apitos gritavam  “Fora Temer”.

A equipe de Kassab chegou ao local com uma hora de atraso, entrou por um acesso secundário da diretoria do Inpa, o que causou ainda mais revolta nos manifestantes.

O interesse em visitar o Inpa e conhecer as pesquisas que estão em andamento partiu do próprio Kassab como forma de reconhecimento do novo ministério.

Alberto Vicentini, pesquisador da área de botânica e integrante do Comitê INPA pela Democracia, explica que o manifesto existe porque há um conflito de interesses. “Essa fusão entre o Ministério de Ciência e Tecnologia e Comunicação enfraqueceu as políticas, diante de um governo interino, que está em caráter provisório. Ele não tem o direito de alterar a estrutura do Estado”, destacou.

Os manifestantes  chamaram o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), também presente no encontro, de “Corrupto” e “Ladrão de Merenda”, com isso, um dos seguranças do parlamentar, chegou a agredir o manifestante Diogo Lograteria com um pedaço de madeira, atingindo o braço direito do rapaz.

A bióloga Graciela Balassa  chegou a ser empurrada por um assessor do parlamentar, que seguiu até o veículo sem falar nada.

Em nota ao EM TEMPO,  o deputado afirmou que “a intolerância política não pode vencer o diálogo” e que a manifestação se transformou em agressão verbal e física com provocações e empurrões.

O deputado ainda lamentou o ocorrido, o qual não teve qualquer participação, apenas se resguardou de qualquer ato físico.  “Mais uma vez, fui alvo de ataques daqueles que não aceitam os rumos da democracia. Insistem num discurso equivocado de golpe, enquanto o país precisa do trabalho de todos para ser reconstruído”, finaliza Pauderney.

Por Fabiane Moraes

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