Política

Ministro do STF manda para prisão domiciliar último empreiteiro preso na Lava Jato

Teori Zavascki considerou que, pelo “decurso do tempo” e pela “evolução dos fatos”, a prisão em regime fechado “já não se mostra indispensável” – foto: José Cruz/ABr

Teori Zavascki considerou que, pelo “decurso do tempo” e pela “evolução dos fatos”, a prisão em regime fechado “já não se mostra indispensável” – foto: José Cruz/ABr

O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu mandar para a prisão domiciliar mais um empreiteiro preso na Operação Lava Jato, o diretor-presidente do Grupo Galvão, Dario de Queiroz Galvão Filho.

Em decisão liminar (provisória) publicada nesta quarta-feira (6), Teori estendeu a Dario os efeitos da decisão da 2ª Turma do STF que mandou outros nove empreiteiros para a prisão domiciliar. Os argumentos usados por Teori foram os mesmos da 2ª Turma.

Ele é o único executivo que continua preso. Todos os demais foram liberados.

“Considerados o decurso do tempo e a evolução dos fatos, a medida extrema [prisão fechada] já não se mostra indispensável, podendo ser eficazmente substituída por medidas alternativas”, escreveu o ministro.

A decisão foi dada posteriormente porque ele só foi preso em março deste ano, enquanto os demais empreiteiros beneficiados pela medida anterior haviam sido presos em novembro do ano passado, na sétima fase da Operação Lava Jato.

Além da prisão domiciliar, ele fica obrigado a cumprir exigências como ficar afastado da direção da empresa, comparecer quinzenalmente à Justiça, proibição de manter contato com os demais investigados, usar tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país.

Por Folhapress

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