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Ministro da Justiça visita abrigo de venezuelanos em Manaus e faz alerta sobre permanência no país

O ministro elogiou as instalações – fotos: Valdo Leão/Secom 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, e o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Franklimberg de Freitas, estiveram em Manaus, neste sábado (8), e visitaram o Centro de Acolhimento ao Imigrante, na Zona Leste, onde estão abrigados os indígenas venezuelanos da etnia Warao. A visita estava prevista para acontecer apenas no domingo, mas o encontro foi adiantado às pressas devido à uma mudança na agenda do ministro.

O objetivo da visita foi conhecer a situação dos imigrantes venezuelanos para levar ao conhecimento do governo federal. Segundo o ministro, há vários desafios em relação aos imigrantes, um deles é a educação.

“A dignidade humana é o fundamento do Estado brasileiro e estamos obedecendo a obrigação constitucional. Está sendo feito tudo que é possível, mas existem vários desafios. A educação em primeiro lugar, que é para compreender as várias demandas em cada barreira de linguagem. Tem que haver um equilíbrio entre o permanente, que é o indígena brasileiro, e o transitório, que é o indígena venezuelano. É claro, que eles terão assistência por tempo necessário, mas queremos que sejam todos transitórios. O terceiro ponto a ser trabalhado é entender até aonde o Estado, município e a União podem assistir os indígenas venezuelanos sem que ela se torne permanente”, falou o ministro.

Jardim disse que os indígenas precisam realmente de ajuda, mas é preciso ter o cuidado.  Se as condições no Brasil forem melhores que em seu país, os indígenas podem ficar por tempo indeterminado.

O ministro Torquato Jardim informou que o Governo Federal ainda avalia medidas que venham solucionar a situação que ainda é muito crítica
 

“Se eles acharem que as condições aqui são melhores que en suas cidades de origem, corremos o risco de tê-los aqui por mais tempo. Isso afeta o mercado de trabalho, o sistema de saúde e o sistema escolar. Porém, transitoriamente, eles precisam aprender alguma coisa da língua portuguesa para que haja comunicação. Esse é motivo da minha presença. Todos esses assuntos foram tratados em Roraima e será tratado em Manaus. Vamos levar ao governo brasileiro uma série de recomendações para que tenhamos ajuda dentro do espaço orçamentário”, disse o ministro, que elogiou o abrigo dos venezuelanos.

“A estrutura é excepcional, a comida é boa e a higiene é maravilhosa. O governo do Amazonas, assim como o de Roraima, está parabéns”, elogiou.

O ministro ressaltou que, até o momento, ainda não sabe o valor que será destinado ao Amazonas para auxiliar nos trabalhos de ajuda aos imigrantes.

O presidente da Funai, Franklimberg de Freitas, disse que está na comitiva para ajudar na comunicação com os indígenas. “Estamos nessa ação atendendo um trabalho que o governo brasileiro está fazendo para tentar auxiliar os venezuelanos. A vinda dos imigrantes tanto para Manaus, quanto para Pacaraima, em Boa Vista, está causando preocupação aos governos municipais e estaduais. Naturalmente, o governo federal está estendendo suas mãos para apoiar nessa situação. Como a maioria dos imigrantes são indígenas, nós fomos consultados para auxiliar nesses trabalhos”, disse.

Durante à tarde, o ministro participou de uma reunião com o governador interino do Amazonas, em um hotel na Zona Oeste de Manaus, onde serão tratados outros assuntos, como a prorrogação de atuação da tropa da Força Nacional em Manaus e a construção de presídios no interior do Estado.

Mara Magalhães

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