Política

Ministro da Casa Civil nega que governo queira abafar a Lava Jato

Eliseu Padilha nega que governo tentou abafar operação Lava Jato - foto: Alexandra Martins

Eliseu Padilha nega que governo tentou abafar operação Lava Jato – foto: Alexandra Martins

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou nesta segunda-feira (12) que o governo Michel Temer queira abafar a Lava Jato.


As afirmações feitas por Padilha durante um evento para empresários em São Paulo foram uma referência a Fabio Medina Osório, demitido do cargo de chefe da AGU (Advocacia-Geral da União).

Após ser demitido, Osório afirmou que o governo de Temer quer abafar a operação da Política Federal e tem “muito receio” de até onde a investigação sobre o esquema de corrupção na Petrobras possa chegar.

As declarações de Osório foram dadas à revista ‘Veja’ na edição que começou a circular no último sábado (10). Segundo a reportagem, antes de ser demitido, a intenção de Osório era mover ações de improbidade e ressarcimento contra políticos, assim como a AGU fizera com as empreiteiras acusadas de envolvimento no ‘petrolão’.

Nesta segunda, Padilha afirmou que “quem fizer qualquer tipo de afirmação dessa ordem [de que o governo quer abafar a operação] está querendo fazer com que o holofote da Lava Jato lhe dê um pouquinho de luz”.

“Isso já foi respondido pela nota oficial do presidente Michel Temer e a nota da nova titular da AGU. E eu respondi em dois tuítes que fiz no meu Twitter. Não tenho que acrescentar uma vírgula. Este é um tema de ontem”, insistiu o ministro.

Segundo ele, os “principais atores da Lava Jato” são Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e Poder Judiciário, “que agem na plenitude e com absoluta independência e estímulo do governo”.

“Hoje, ontem, antes de ontem e amanhã, não há absolutamente nada de parte do governo que não seja estimular a Lava Jato.”

Eduardo Cunha

Sobre o destino do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Padilha afirmou que se trata de um assunto interno da Câmara, sem interferência de Temer.

“Em relação a consequências [da cassação], o governo do presidente Michel Temer se estabeleceu com uma base congressual de mais de dois terços. E essa base é sustentada por participação em ministérios importantíssimos em que o presidente Michel fez com que partido A, B, C ou D tivesse o compromisso com governo, em razão da sua participação”, disse.

Segundo Padilha, os partidos da base têm participação nos rumos do governo. “Daí por que eu sinto que o governo não terá nenhum tipo de consequência, independentemente do que venha a acontecer na Câmara.”

Por Folhapress

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