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Ministro culpa Umanizzare por mortes no Compaj

O ministro afirmou que o governo federal destinará R$ 430 milhões para as obras das novas unidades carcerárias e o aprimoramento do sistema de segurança de presídios estaduais – foto: Agência Brasil

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, responsabilizou a empresas Umanizzare, que administra o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), pelo massacre que deixou 56 mortos no último domingo (1º). Ele falou sobre o assunto, em pronunciamento que fez em Brasília, nesta sexta-feira (5).

No episódio de Manaus, o ministro disse que os fatores relacionados ao massacre ainda estão sendo investigados, mas ressaltou que a responsabilidade “imediata” e “visível” pelas mortes é da empresa terceirizada.

“A responsabilidade vai ser analisada pela força-tarefa que realiza a investigação, mas o presídio é terceirizado. De cara, basta verificar que houve falha da empresa. Não é possível que entre armas brancas e de fogo na unidade prisional” , disse. “Quem tem a responsabilidade imediata e quem tinha de verificar a entrada das armas é a empresa que fazia a segurança”, acrescentou.

O ministro não quis comentar a demora de três dias do presidente Michel Temer em se pronunciar sobre o massacre e o uso pelo peemedebista da palavra “acidente” para o ocorrido na unidade prisional. “Não cabe a um ministro comentar uma declaração do presidente”, tergiversou.

Mais cedo, na abertura de reunião ministerial para discutir o tema, o presidente também fez questão de eximir a culpa do governo federal e lembrou que a administração da unidade prisional era terceirizada.

 

Novos Presídios

Em entrevista à imprensa, o ministro afirmou que o governo federal destinará R$ 430 milhões para as obras das novas unidades carcerárias e o aprimoramento do sistema de segurança de presídios estaduais.

Segundo ele, do total, R$ 150 milhões serão destinados à transferência de tecnologia de bloqueadores de celulares e R$ 80 milhões para a compra de scanners corporais.

O ministro disse que a licitação para a construção das unidades prisionais será feita imediatamente, mas não deu prazo para a entrega das novas carceragens federais.

“O objetivo é ampliar em 30 mil vagas o sistema penitenciário e solicitamos a contrapartida as unidades da federação que sigam a determinação constitucional de separação física dos presos seguindo critérios de idade, sexo e gravidade da pena”, disse.

 

Gustavo Uribe
Folhapress

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