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Ministério Público acompanhará inquérito sobre menino morto por policiais

O Ministério Público de São Paulo informou hoje (7) que vai acompanhar a investigação sobre a morte de um menino de 10 anos por policiais militares. De acordo com o órgão, a promotora de Justiça Maria Gabriela Ahualli Steinberg, titular do I Tribunal do Júri da capital, foi designada pela Procuradoria-Geral de Justiça para acompanhar o inquérito policial e começará a trabalhar amanhã (8).

De acordo com nota divulgada na semana passada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), o menino de 10 anos e um amigo de 11 furtaram um carro na garagem de um condomínio na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. Policiais perceberam a ação e saíram em perseguição ao veículo, um Daihatsu Terios.

Pela versão policial, o menino foi baleado em confronto, após ter disparado três vezes contra os policiais com uma arma calibre 38. Os dois primeiros disparos foram feitos com o veículo ainda em movimento, antes de o carro bater em um ônibus e depois em um caminhão que estava estacionado, até perder o controle. Conforme os policiais, o terceiro tiro foi disparado pelo menor após as batidas.

O outro garoto que estava no veículo apresentou várias versões sobre o ocorrido à polícia. Na primeira vez em que foi ouvido, acompanhado apenas pela mãe, ele relatou à polícia que o outro menino atirou duas vezes nos policiais e que, depois de bater o carro, disparou novamente, pouco antes de ser atingido e morrer.

Na segunda versão, ele contou que foram feitos dois disparos e que não houve o terceiro tiro, o que indicaria o confronto. No último domingo, porém, em uma entrevista à Corregedoria da Polícia, acompanhado por uma psicóloga, o menino mudou novamente a versão, dizendo que ele e o amigo não estavam armados e que não foi feito nenhum disparo em direção à polícia. O garoto disse que a arma encontrada com eles foi plantada ali por policiais.

Hoje (7), a mãe do menino, Cintia Ferreira Francelino, prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ao sair, por volta das 14h de hoje, ela não quis responder a perguntas da imprensa, mas disse que o filho não atirou nos policiais. “Meu filho não atirou em ninguém. Ele não tinha nenhuma arma”, afirmou Cintia.

Por Agência Brasil

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