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Ministério da Saúde pretende vacinar 39,8 mil meninas no Amazonas contra HPV

O secretário de Vigilâncias em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi ressaltou a importância de aplicar duas doses da vacina - foto: divulgação

O secretário de Vigilâncias em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi ressaltou a importância de aplicar duas doses da vacina – foto: divulgação

No estado do Amazonas, 39,8 mil meninas de nove anos devem ser vacinadas contra o vírus HPV, principal fator responsável pelo câncer do colo do útero. Para reforçar a importância da vacina e incentivar as meninas a procurarem os postos de vacinação, o Ministério da Saúde realiza desde o início do mês uma mobilização nacional com slogan “Proteja o futuro de quem você ama”. Além das meninas de nove anos, o Ministério também pretende vacinar as meninas de 10 a 13 anos que não tomaram a vacina ou não completaram as duas doses necessárias para ficarem imunes ao vírus.

A vacina HPV quadrivalente faz parte do calendário nacional e está disponível em cerca de 36 mil  salas de vacinação de todo o país. Além disso, as meninas poderão ser vacinadas nas escolas públicas e particulares. A Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explicou a importância dessa estratégia.

“Pesquisas, em todo o mundo, demonstram que envolver as escolas é a melhor forma de alcançar altos índices de cobertura. Isso irá permitir que o Brasil possa ter uma geração de mulheres livres do câncer de colo de útero nos próximos ano”, afirmou a coordenadora. A recomendação do Ministério é que as secretarias de saúde articulem junto às secretarias de educação a operacionalização das ações nas escolas. “Assim, cada município define sua estratégia de vacinação, de acordo com a logística e realidades locais”, completou Carla.

O secretário de Vigilâncias em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi ressaltou a importância de aplicar duas doses da vacina, sendo que a segunda seis meses após a primeira. “Só assim, essas meninas poderão chegar à idade adulta livre da ameaça de uma doença como a câncer do colo de útero, hoje responsável pela quarta causa de morte na população feminina brasileira”, enfatizou o Secretário.

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 70% infectadas pelos tipos 16 e 18, que são de alto risco para o desenvolvimento câncer do colo do útero. Estudos apontam que 265 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 16 mil novos casos e cerca de 5,4 mil óbitos em 2016.

Além das adolescentes de 9 a 13 anos, o que inclui também a população indígena na mesma faixa etária, também devem receber a vacina meninas e mulheres vivendo com HIV/Aids de 9 a 26 anos. Atualmente existem no Brasil, cerca de 59 mil mulheres de 15 a 26 anos vivendo com HIV e aids. Para meninas e mulheres vivendo com HIV e aids, o esquema vacinal consiste na administração de 3 (três) doses. A segunda dose deve ser administrada dois meses depois da primeira e, a terceira, seis meses após a primeira (0, 2 e 6 meses).

O Ministério da Saúde investiu R$ 1,1 bilhão para a compra de 32 milhões de doses nos últimos três anos. A vacina adotada pelo Ministério da Saúde é a quadrivalente que confere proteção contra quatro subtipos de HPV (6; 11; 16 e 18). Esta vacina é destinada exclusivamente à utilização preventiva e não tem efeito demonstrado nas infeções pré-existentes ou na doença clínica estabelecida.

A vacinação previne contra câncer do colo do útero, vulvar, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas ou displásicas; verrugas genitais e infecções causadas pelo papilomavírus humano (HPV), contribuindo na redução da incidência e da mortalidade por esta enfermidade.

Com informações da assessoria

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