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Milhares de fiéis participam da procissão de Santo Antônio, em Manaus

Aproximadamente 2 mil fiéis participaram da procissão do 'Santo Casamenteiro' - foto: Diego Janatã

Aproximadamente 2 mil fiéis participaram da procissão do ‘Santo Casamenteiro’ – foto: Diego Janatã

No dia de um dos santos mais venerados da igreja católica, Santo Antônio, aproximadamente 2 mil fiéis, segundo estimativa da Polícia Militar, acompanharam a procissão pelas ruas do bairro que leva o nome do santo, realizada no fim da tarde desta segunda-feira (13), Zona Oeste. O ato teve a presença do arcebispo metropolitano de Manaus, Dom Sérgio Castriani.

Antes da caminhada, os católicos rezaram o Terço Mariano, na Paróquia de Santo Antônio. A procissão saiu da rua Padre Francisco até chegar a rua Raul Azevedo. Em seguida, passou por um trecho da avenida Brasil e depois a rua Evangelista Brown. Já no retorno para a igreja, os fiéis passaram pela rua São José e chegara novamente na rua Padre Francisco.

O bispo Dom Sérgio disse que a procissão é sempre um ato de fé esperança e devoção a alguém que é santo, no sentido de que é protetor, intercessor e um exemplo de vida para nós. “As maiores realizações dele (Santo Antônio) diz respeito aos pobres, porque dava pães para quem tinha fome. É um dos maiores seguidores de Cristo, por isso representa Jesus no meio de nós”, explicou o reverendo.

Ainda segundo Dom Sérgio, a fama de ‘santo casamenteiro’ se deve aos romances e casamentos antigos que eram possíveis quando os casais se encontravam em volta das fogueiras do período de festejos ao filho de Pádua.  Prática que ,segundo  Dom Sérgio, hoje em dia, está esquecida devido a tecnologia.

O motorista Evandro Carlos Brito, devoto de Santo Antônio, caminhou todo o trajeto descalço e contou o efeito da fé na sua vida. “Durante muito tempo tive uma enfermidade nas costas, que nunca melhorava. Então, fiz uma promessa para Santo Antônio e pedi que, se me curasse, ia percorrer as ruas com os pés tocando o chão. Em nome de Jesus e de Santo Antônio estou curado e hoje posso cumprir com o que prometi”, revelou.

O comunitário, ator e escritor, Walderes Souza contou que a história do bairro se liga ao nome do santo, justamente pela época de sua fundação, ocorrida em 1950, no atual período festivo católico. Segundo Walderes, antes do atual nome, o bairro era conhecido como ‘Morro do Bode’, associação feita a uma criação de animais de um fazendeiro conhecido como Sabino na época.

Após a celebração da santa missa será realizada a última noite de arraial, que teve início no último sábado (11).  A Polícia Militar e agentes do Instituto de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) dão apoio ao ato.

Por Joandres Xavier

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