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México prende traficante suspeito de liderar sumiço dos 43 estudantes

As autoridades do México prenderam nesta quarta (16) Gildardo López, um dos dirigentes do cartel de drogas Guerreros Unidos. Ele é suspeito de liderar a emboscada que levou ao desaparecimento de 43 estudantes de Ayotzinapa.

A prisão acontece no mesmo dia em que especialistas de uma universidade austríaca identificaram os restos mortais do segundo aluno da escola. Os pais dos desaparecidos, porém, não acreditam na veracidade do estudo.

Os alunos foram capturados após um protesto em Iguala em 26 de setembro de 2014. Segundo a Procuradoria-Geral da República, os traficantes chefiados por López agiram a mando do então prefeito da cidade, José Luis Abarca.

O criminoso foi capturado à noite na cidade turística de Taxco. Na manhã desta quinta (17), ele prestou depoimento ao Ministério Público. As autoridades ainda não divulgaram o conteúdo das declarações.

Pelas investigações dos procuradores mexicanos, López é apontado como o chefe militar do cartel e braço direito do líder do Guerreros Unidos, Sidronio Casarrubias Salgado, preso em outubro do ano passado.

O traficante teria enviado mensagens aos comparsas e a policiais municipais de Iguala referindo-se aos alunos da escola normal de Ayotzinapa como Los Rojos (Os Vermelhos, em espanhol), nome de uma quadrilha rival ao cartel.

Identificação

Nesta quinta (17), peritos da Universidade de Innsbruck, na Áustria, informaram terem identificado os restos mortais do estudante Jhosivani Guerrero de la Cruz. Ele é o segundo dos 43 estudantes desaparecidos a ser identificado.

Segundo os especialistas, a identificação foi feita a partir do DNA mitocondrial achado em um pedaço de osso queimado. O fragmento foi encontrado em um saco de lixo em um rio ao lado do lixão de Cocula, cidade perto de Iguala.

Na versão da Promotoria, o local de despejo de lixo foi para onde foram levados os corpos dos estudantes. Lá também foi encontrado o fragmento de osso que levou à identificação do aluno Alexander Mora Venancio em dezembro.

A família e os pais dos alunos de Ayotzinapa, porém, desconfiam da versão. Peritos argentinos que assessoram os pais dizem que não seria possível identificá-lo com certeza a partir do DNA mitocondrial.

 

Por Folhapress

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