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Mexicano que buscava 43 alunos desaparecidos é encontrado morto a tiros

Miguel Ángel Jimenez, ativista político mexicano que desempenhou papel de destaque na procura de 43 alunos desaparecidas no sul do México em setembro do ano passado, foi morto no fim de semana passado. Seu corpo, crivado de balas, foi encontrado em um carro perto de uma cidade onde ele ajudou a fundar um programa de policiamento comunitário.

Jimenez era membro da União das Cidades e Organizações, ou ‘Upoeg’, segundo as iniciais em espanhol.

Bruno Plácido, líder do ‘Upoeg’, confirmou a morte e disse que Jimenez havia recebido ameaças relacionadas com seus esforços na busca dos desaparecidos.

Promotores mexicanos dizem que a corrupta polícia da cidade de Iguala entregou os alunos a membros de um cartel de drogas, o ‘Guerreros Unidos’, que matou os alunos e incinerou seus corpos.

Mas as buscas que Jimenez fazia nas montanhas da região ajudaram a encontrar sepulturas clandestinas, onde foram encontrados vários corpos.

Plácido disse que as ameaças de morte poderiam estar vindo do cartel ‘Guerreros Unidos’ e que Jimenez tinha retornado à sua cidade natal, Xaltianguis, no Estado de Guerrero, porque achava mais seguro.

Jimenez foi encontrado morto na periferia de Xaltianguis, onde foi sepultado no domingo.

O ativista político desempenhou papel fundamental no esforço para incluir centenas de outros moradores de Iguala na busca de parentes desaparecidos durante o reinado do cartel.

Enquanto abandonava gradualmente a liderança dos esforços de busca, desde novembro, Jimenez continuava a fornecer informações aos moradores e disse recentemente que tinha novas pistas.

“Ele estava sempre à procura de alguém para ajudar”, disse Xitlali Miranda, um dos ativistas das buscas em Iguala.

Ele foi o primeiro a dizer: “se estes corpos não são dos estudantes, então de quem são?”.

Em julho, o escritório do procurador-geral do México confirmou que pelo menos 60 sepulturas clandestinas com 129 corpos foram encontrados até agora na periferia de Iguala.
A maioria dos corpos ainda não foi identificada.

Por Folhapress

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