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Metalúrgicos do Amazonas preveem negociação salarial difícil

Trabalhadores das indústrias metalúrgicas terão árdua missão para negociar melhores salários com patrões - foto: divulgação

Trabalhadores das indústrias metalúrgicas terão árdua missão para negociar melhores salários com patrões – foto: divulgação

Com data-base em agosto, os metalúrgicos vão esperar pelo desempenho da economia para definir um índice de reajuste salarial para este ano. O percentual é definido com base no Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e serve de referência para o cálculo da inflação.

O número de demissões  ano passado, o elevado custo da produção, a alta carga tributária e os baixos investimentos são fatores que tenderão a dificultar as negociações, admite o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM), Valdemir Santana. A crise, lembrou Valdemir, é um obstáculo. O outro é a queixa frequente dos empresários em relação ao faturamento de suas empresas.

“Todo ano tem dificuldade e, neste ano, não vai ser diferente. Só se fala em crise. Os patrões sempre mostram insatisfação e questionam os índices das negociações”, disse o sindicalista.

Santana disse que a intenção nem é negociar um reajuste, mas uma reposição de perdas causadas pela inflação. “O trabalhador passa o ano todo sem receber o reajuste e nós lutamos para que ele tenha esse direito garantido. Não chega nem ser uma reposição real, mas apenas uma reposição próxima à inflação”, explicou, ao lembrar que, em 2015, aproximadamente, 15 mil funcionários do setor foram demitidos.

Apesar de afirmar que ainda é cedo para se pensar em reajuste salarial, o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus, Genoir Pierosan, avalia que o momento é de tentar segurar os empregos que existem. Segundo ele, o cenário é de demissões e é difícil prever uma melhora ainda este ano.
“Falar em aumento de salário em períodos difíceis é quase uma ofensa. Neste momento o que se fala é em redução, mas vamos tentar preservar ao máximo os empregos”, disse.

Desemprego

O cenário é desfavorável para as categorias que pretendem, no meio do ano, iniciar a campanha salarial, pois o desemprego assola os segmentos desde o ano passado. Só em 2015, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foi registrada uma queda de 7,11% no nível de emprego ou -33.789 postos de trabalho.

Por Asafe Augusto

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