Economia

Mesmo em ano de crise, Amazonas registra a abertura de 10.742 novas empresas; número é maior que em 2015

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O resultado tímido garantiu ao Amazonas a 20ª posição no ranking – foto divulgação

Com aumento modesto, o Amazonas registrou 0,9% no volume total de novos empreendimentos no país no primeiro semestre deste ano. Foram 10.742 novas empresas abertas na Junta Comercial do Amazonas (Jucea). A variação foi de -5,5% na comparação interanual de janeiro a julho do ano passado.

Os dados foram divulgados de acordo com o Indicador Serasa Experian de nascimento de empresas. No Brasil, entre janeiro e julho de 2016, o registro de criação foi de 1.199.373 novas empresas. Trata-se de uma quantidade 1,8% superior à registrada nos sete primeiros meses de 2015, quando ocorreram 1.178.356 nascimentos.

A Região Norte ficou na última posição no ranking que avaliou as regiões do país. Com 58.417 novas empresas ou 4,9% do total de empreendimentos inaugurados. Do total da região, o Amazonas apresentou aproximadamente 18,4% do resultado. Ficando atrás apenas do Pará que pontou com 45,4%, um total de 25.839 novos empreendimentos. O estado na região que menos abriu novas empresas foi Roraima com cerca de 3%, um total de 1.720.

O resultado tímido, que garantiu ao Amazonas a 20ª posição no ranking entre todas as unidades da federação, “ainda não é sinal de recuperação da economia local”, foi o que apontou o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ataliba Antônio Filho.

“As expectativas ainda não são boas para o mercado. Da mesma forma que se abrem novas empresas, se fecham. Esse momento ainda é de haver fechamentos. O mercado está instável, ainda não há equilíbrio. Os indicadores não são totalmente fiéis, tendo em vista que muitas empresas estão mudando o regime de tributação para um sistema contábil mais fácil. Reduzindo muitas vezes o quadro”, salientou.

Ataliba Filho disse que essas alterações nos sistemas de tributação podem causar uma confusão nos indicadores e trazer um crescimento irreal.

“Não vejo empresas fechando ou abrindo, vejo mais uma migração. Claro que novas empresas abriram, mas na maioria das vezes o que aconteceu foi que uma empresa mudou o sistema de tributação. Umas saíram do Simples Nacional para o sistema dos Microempreendedores Individuais (MEIs), ou vice-versa. Os empresários estão buscando, dentro das suas necessidades individuais, um sistema com menos recolhimento e menos encargos. Essa readequação do regime tributário é necessária para própria sobrevivência das empresas”, disse Ataliba ao EM TEMPO online.

Questionado sobre a expectativa das empresas com a economia para 2017, o presidente da ACA foi modesto e disse que o ano será de desafios. Segundo ele, as empresas ainda vão enfrentar um período grande de crise no mercado.

“A tendência é de que em 2018 haja uma certa melhora no mercado, uma revitalização. Ainda há uma crise de confiança no mercado que precisa ser sanada. Então, em 2017 será um ano de ainda reestruturar o sistema. Precisamos que as contas do governo sejam sanadas, que haja uma reforma na previdência. Mas isso não depende dos investidores e sim dos gestores públicos. Eles que têm que providenciar essa melhora”.

Por Bruna Souza

Portal EM TEMPO

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