Dia a dia

Mesmo com variações no Rio Negro, período de repiquete é descartado

No centro da cidade, principalmente na rua dos Barés, é possível ver o efeito da cheia - foto: Ione Moreno

No centro da cidade, principalmente na rua dos Barés, é possível ver o efeito da cheia – foto: Ione Moreno

Após subir um centímetro nesta segunda-feira (29), quando marcou cota de 29,66m, hoje (30) o Rio Negro desceu um centímetro marcando 29,65m. Há duas semanas o rio desceu um centímetro, depois encheu mais cinco e se manteve estável durante os últimos cinco dias. Mesmo com essas variações, o chefe do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira, descartou o período do repiquete.

“O que digo sempre é que nesse momento existem bastantes modificações e variações na enchente, então fica difícil dizer se estamos próximo ao período de repiquete”, comentou.

Valderino explicou que, mesmo com as variações constantes, não existe nenhuma anormalidade, o rio está agindo de acordo com a natureza, e que variações são esperadas. “Geralmente eu não faço afirmações, mas vou dizer o que pode acontecer, já que há anos observo esse fenômeno da natureza. As variações são grandes, dificilmente o Rio Negro vai atingir a cota de 2012 que foi de 29,97. O rio está em seu período normal, e daqui a pouco dias vai atingir sua máxima da enchente e depois iniciar o repiquete”, esclareceu.

A previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) é que o nível chegue a 29,89 metros esse ano. O CPRM informou que o fim da cheia costuma ocorrer em meados de junho, e que o começo da vazante só poderá ser confirmado nos próximos dias. Pelo menos 460.191 pessoas são afetadas com a cheia dos rios somente no interior do Estado, segundo dados da Defesa Civil.

No centro da cidade, principalmente na rua dos Barés, é possível ver o efeito da cheia. Quem trabalha próximo ao local, reclama das dificuldades em passar com as mercadorias. É caso do carregador Arlindo Benevides, 40, que há anos descarrega mercadorias nos estabelecimentos do centro da cidade e agora precisa driblar o alagado para executar seu serviço.

“É difícil carregar mercadorias pesadas com a rua alagada. Temos que ser verdadeiros equilibristas nas pontes e ainda desviar das pessoas que passam a pé. Mas a gente se acostuma, pois todo ano isso acontece”, disse.

Michelle Freitas

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