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Merkel e Hollande pedem acordo “ambicioso, global e vinculativo” sobre o clima

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, pediram hoje (19) um acordo “ambicioso, global e vinculativo” sobre o aquecimento global na Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Clima prevista para o final de 2015, em Paris.

Numa declaração conjunta emitida durante uma reunião internacional de preparação da conferência de Paris, as duas maiores economias da União Europeia apelam a todos os países para contribuírem para uma redução global das emissões de gases de efeito de estufa que permita limitar o aquecimento do planeta a dois graus centígrados acima dos níveis pré-Revolução Industrial.

França e Alemanha “estão firmemente decididas a desenvolver todos os esforços para alcançar, no final do ano em Paris, um acordo da ONU sobre o clima que seja ambicioso, global e vinculativo”.

Os dois dirigentes defendem que o texto a ser aprovado em Paris deve incluir “uma mudança radical nos investimentos em infraestruturas e nas tecnologias com baixo teor de carbono e uma utilização de terras que respeite o clima.”

É também necessário, prosseguem, “reforçar a capacidade, sobretudo dos países especialmente vulneráveis, para enfrentarem e se adaptarem aos riscos e prejuízos inevitáveis provocados pelas alterações climáticas.”

A reunião de Berlim, designada “Diálogo de Petersberg”, foi iniciada em 2010 por Angela Merkel na sequência do fracasso da cúpula de Copenhagen, em 2009.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, a reunião representa “uma etapa importante no caminho” para a Conferência de Paris (COP 21).

“Menos de 40 países submeteram a sua contribuição” para a conferência, disse Fabius, destacando ser “essencial que cada um, a começar pelos países ricos, as divulguem” antes da data limite de 30 de outubro.

“É preciso acelerar”, disse a ministra do Ambiente alemã, Barbara Hendricks, reiterando a vontade da Alemanha de reduzir, até 2020, 40% das emissões alemãs em relação aos valores de 1990.

 

Por Agencia Brasil

 

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