Economia

Mercado piora estimativa de inflação para 2015 pela 8ª semana seguida

Economistas de instituições financeiras mantiveram a expectativa para a taxa básica de juros (Selic) no final deste ano após o Banco Central elevar a taxa de juros a 13,75% na semana passada, ao mesmo tempo em que pioraram a perspectiva para a inflação.

Em relação ao IPCA, os especialistas consultados veem agora uma alta de 8,46% ao final deste ano, contra 8,39% na semana anterior, na oitava semana seguida de piora do cenário.

Essa alta acompanha uma expectativa de um aumento maior nos preços administrados do que se esperava, de 13,94%, em vez de 13,90%. Em 12 meses, a previsão para a alta do IPCA caiu de 5,99% para 5,95%, um movimento compatível com a inflação mais baixa projetada para 2016, de 5,50%, previsão inalterada há três semanas.

A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira (8) mostrou ainda que os especialistas deixaram inalterada a projeção de que a Selic encerrará 2015 a 14%.

APERTO MONETÁRIO

Na quarta-feira passada (3), o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve o ritmo de aperto monetário e elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

O aumento da taxa, que serve de referência para o custo do dinheiro na economia brasileira, veio em conformidade com as expectativas do mercado. A alta era a aposta de 55 dos 56 economistas ouvidos em pesquisa da Bloomberg. A única previsão diferente era a do banco americano Morgan Stanley, que esperava um aumento mais modesto, de 0,25 ponto percentual.

Os juros estão agora no maior nível desde janeiro de 2009. Naquela época, o BC iniciava um processo de redução da taxa básica para reanimar a economia diante dos efeitos da queda do banco Lehman Brothers.

Quanto à atividade, o mercado estima que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha contração de 1,30% neste ano, ante expectativa anterior de retração de 1,27%.

Esse recuo acompanha uma piora significativa na previsão para a produção industrial, que saiu de queda de 2,80% para baixa de 3,20%. A revisão ocorre depois de anunciada a produção da indústria brasileira de abril, de queda de 1,2% ante março e de 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do IBGE.

Para 2016, as estimativas da atividade não mudaram: crescimento de 1% para o PIB brasileiro e de 1,50% para a indústria.

A taxa Selic é utilizada nos empréstimos que o BC faz a instituições financeiras. Ela também serve de referência para a economia e para os juros cobrados de consumidores e empresas.

Por Folhapress

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