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Mercado imobiliário local apresenta queda e aposta em crescimento das vendas após mudança de governo

Segundo pesquisa da Ademi/AM, mercado imobiliário local vendeu, em média, 218 imóveis, em abril - Arthur Castro

Segundo pesquisa da Ademi/AM, mercado imobiliário local vendeu, em média, 218 imóveis, em abril – Arthur Castro

Com a injeção de R$ 90 milhões,  o mercado imobiliário  apresentou queda  de 29,06 %,  em comparação com os meses de março e a abril, em que 92 imóveis  foram vendidos a mais no mês de março. Apesar da redução,  o setor tem esperança de melhorias com o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB). A aposta de maiores vendas e novos lançamentos foram cogitados na divulgação da pesquisa mensal do segmento realizada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), nesta quarta-feira (18), no Hotel Cesar Business, Zona Centro Sul de Manaus.

O presidente da Ademi-AM, Romero Reis, releva que o mercado tem esperança com as mudanças políticas. Em poucos dias de governo, Temer já começou a reunir a equipe econômica. Para o mercado imobiliário, as mudanças são positivas.  Reis acredita que a equipe escolhida transmite segurança, pois, trabalha de forma equilibrada criando um ambiente favorável para a produção e a retomada econômica de muitos segmentos.

“Com essa nova mudança na política economia nacional, o mercado passa a ter mais segurança. Nos próximos dias, deve acontecer uma coisa fundamental para o mercado, que é a retomada da confiança. Vamos passar a ter um ambiente produtivo e os financiamentos vão começar a vir mais abrangentes facilitando o crédito”, afirmou.

As recentes perspectivas de mercado estima  que nos próximos meses se inicie novos ciclos com novos lançamentos. “É um momento novo. Não só o mercado imobiliário, mas também outros seguimentos vão passar a ter condições de produzir, deixando as empresas saudáveis. Isso gera emprego e renda fazendo com que a economia volte a ser vigorosa”, salientou Romero.

Romero destaca que, sobre a ótica da produção, o mercado está prejudicado, no entanto, para o consumidor o momento é excelente, pois, as incorporadoras estão priorizando as vendas de seus estoques. “O momento é agora. Em alguns meses teremos um novo cenário com novos lançamentos, condições e preços”, observou.

Minha casa minha vida

Nos últimos meses, o programa habitacional ‘Minha Casa Minha Vida’ era um dos grandes influenciadores nos números de imóveis vendidos em Manaus. De acordo com Romero, com o afastamento de Dilma Rousseff, o programa não será prejudicado. Segundo ele, o mercado imobiliário está confiante nesse aspecto. “É um programa de Estado. Isso não é de governo, pois, a habitação é um problema recorrente que precisa ser trabalhado”, afirmou Romero ao destacar que tem convicção que o programa será mantido e fortalecido independente da bandeira política.

Números

A pesquisa mensal da Ademi-AM tem como destaque a crescente procura de imóveis da Ponta Negra, Zona Oeste. Mesmo com o metro quadrado mais valorizado da capital, com o valor médio de R$ 6.276, as incorporadoras realizaram 42 novas vendas só no mês de abril. A pesquisa apontou que os bairros com maiores quantidades disponíveis para negociação são Adrianópolis, com 761 unidades e Ponta Negra, com 615 unidades.

A região Centro-Sul é a que mais possui empreendimentos disponíveis, sendo 49 imóveis. No mês de abril, o preço médio do metro quadrado ficou em torno de R$ 5.358. Ainda de acordo com o levantamento, o valor mais caro fica no bairro Adrianópolis, custando, em média, R$ 12.084.

Em abril, o preço do metro quadrado em Manaus teve um acréscimo. Foi de R$ 4.583 para R$ 5.358. A capital amazonense está na 14º colocação na lista de cidades com o valor do metro quadrado mais caros. De acordo com Romero, não há um fator determinante para o aumento do metro quadrado, pois, segundo ele, o mercado é livre. “O estoque a ser disponível em Manaus é baixo, especialmente porque vem se comercializando 6% do que é disponível e não está se repondo isso, pois os níveis de lançamentos estão caindo e é natural que os preços subam”, ponderou.

Por Asafe Augusto

1 Comment

1 Comment

  1. APJr

    18 de maio de 2016 at 16:57

    A queda da atividade econômica não é privilégio do mercado imobiliário de Manaus. Isso esta acontecendo no Brasil todo e é culpa desse mais do que incomPTente governo da presidente Dilma Roussef !!

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