Economia

Mercado imobiliário deve crescer 5% no Amazonas

Mercado imobiliário deverá ter um aquecimento, neste ano, em função dos planos do governo federal de investir em casas populares – Márcio Melo

O mercado imobiliário está otimista e espera um crescimento de 5% para 2017 em relação ao ano passado. A estimativa, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Sindicato das Empresas da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), está apoiada, principalmente, nos planos de investimentos previstos para este ano pelo governo federal.

De acordo com o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, o setor local quer ultrapassar a média de 4 mil unidades vendidas em 2016 nas diversas faixas de valores e tamanhos. “Apesar da melhora em alguns indicadores, a economia ainda não está totalmente formatada a ajudar o setor. Então, esperamos, principalmente, os investimentos do governo federal e que a redução de estoque impulsione um maior número de lançamentos”, explicou.

Frank salientou que o governo federal prevê um aumento no valor de oferta do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Atualmente, o programa contempla moradias de até R$ 225 mil para famílias com renda de até R$ 6,5 mil, por mês. A pretensão é que aumente para famílias com renda até R$ 15 mil.

Essa informação está paralela à meta do governo federal de contratar 600 mil moradias para o MCMV, distribuídos em faixa 1, 1.5, 2 e 3, em 2017. “Essa medida daria uma abertura maior de mercado, além de aumentar a mão de obra. O governo tem dinheiro em caixa proveniente do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e da poupança. A nossa outra perspectiva boa, vem da redução de estoque, que acaba por aumentar a expectativa de novos lançamentos”, disse o empresário.

O economista Alex Del Giglio acredita que, até o segundo semestre de 2017, será cedo para falar que o mercado imobiliário começará a ter resultado positivos.

Segundo ele, as últimas medidas macroeconômicas do governo beneficiam o setor, mas a recuperação se dará apenas em 2018. “Neste ano, devemos ter melhora nas vendas de imóveis mais baratos, porém, para a classe média para cima ainda se manterão em baixa. É um setor que sofreu com a recessão e ainda não chegou ao fundo do poço”, comentou.

O economista aponta, ainda, que o caminho de uma recuperação mais imediata, passa pela tomada de medidas mais enérgicas por parte do governo, voltadas especificamente para esse mercado. “Só terá um efetivo aquecimento quando os preços estiveram razoáveis para acomodar oferta e procura. A procura que vai determinar a oferta e esperar ter esse equilíbrio, esperar as medidas de FGTS, as mudanças no Minha Casa Minha Vida. Tudo isso vai influenciar, mas achar que isso vai resolver o problema do mercado é improvável já neste ano”, finalizou.

Joandres Xavier
EM TEMPO

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