Economia

Mercado gastronômico, uma boa aposta diante da crise

O torno vem principalmente com eventos gastronômicos, que são para o segmento uma vitrine para atrair público - foto: divulgação

O torno vem principalmente com eventos gastronômicos, que são para o segmento uma vitrine para atrair público – foto: divulgação

Num cenário de crise econômica que tem causado incomodo a empresários e consumidores, principalmente no setor industrial, empreendedores amazonenses encontram no ramo de produtos alimentícios uma suga segura para os seus investimentos. Mostra do aquecimento desse mercado é a realização de uma série de feiras gastronômicas, fomentadas pelo surgimento de novos modelos de restaurantes e bares, em Manaus, desde o fim do ano passado.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em dezembro de 2014, o setor de serviços – ramo da atividade econômica que engloba uma série de prestações essenciais à população – cresceu 15,9% no Amazonas. O volume representa um aumento de 0,13% em relação ao primeiro semestre de 2014, e 2,71%, quando comparado com o mesmo período do ano passado.  A alta foi pressionada, principalmente, pelo setor de alimentos.

A produtora de TV Flávia Ribeiro começou a perceber as vantagens do mercado de alimentos há pelo menos dois anos e começou a investir em maio do ano passado num projeto de food truck – modelo que surgiu nos Estados Unidos durante a crise financeira de 2008. Com uma proposta de trabalhar com a inovação no segmento de hamburgueria, a partir da criação do chefe Daniel Vassallo, o WTF Burger Chef Food Truck foi inaugurado em janeiro desse ano.

“Com certeza a crise não afeta a barriga. Hoje o ramo de alimentação requer mais a criatividade do que outra coisa. O nosso diferencial foi a contratação de um chefe internacional, com formação na Cordon Bleu de Paris”, explica Flávia.

Casada com o advogado, a empresária conta que a vontade trabalhar no ramo de alimentos começou com a ideia de lançar pratos da gastronomia peruana, como o ceviche. Mas, como não era uma culinária muito conhecida local o casal partiu para a hamburgueria, com a proposta de misturar a culinária asiática, mexicana, peruana, argentina, francesa e até hawiana. “A aposta deu certo pelo diferencial do mix de sabor e pela qualidade de atendimento”, comenta.

Com um recurso médio inicial de R$ 100 mil, Flávia conta que o capital de investimento precisou aumentar em até 45% durante o andamento dos trabalhos, por conta da adaptação de novos equipamentos no trailer que hoje suporta até dez funcionários. E mesmo com acréscimo de custo, a empresária afirma que o retorno segue vantajoso. “Apesar dos novos custos estamos dentro da meta de recuperação de capital”, salienta.

O torno vem principalmente com eventos gastronômicos, que são para o segmento uma vitrine para atrair público. “Os mais forte até hoje, que nos levou a um nível muito grande de conhecimento do público, foi O Mercado, no Paço da Liberdade, e o Rota dos Chefes, no Studio 5, quando vendemos em média 1,8 mil sanduíches”, lembra. Fora os eventos, de quinta a domingo, o WTF Burger serve no Conjunto Débora, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste.

Preço

O mercado é bom, mas não são só flores. A proprietária da marca Sabor a Mi, Luciana Felicori, diz que, para o segmento de alimentos se manter o empresário tem que oferecer preço e qualidade. “Os insumos estão todos muitos caros, mas não podemos subir o preço, porque é um momento em que as pessoas estão se contendo muito mais. Mas, é claro não deixam de comer pelo menos uma vez por semana fora de casa”, diz

Para se manter 19 anos no mercado manauense, a empresária observa que sempre buscou inovar para atender o que os clientes pedem no momento. Das unidades instaladas na rua Pará, conjunto Vieiralves, e no shopping Cidade dos Carros, na avenida Djalma Batista, ambas na zona centro-sul, os restaurantes não ficaram apenas no almoço self service. Na unidade da Cidade dos Carros o Sabor a Mi, durante a noite abriu rodízio de sopa e sushi bar.

“Nós temos uma carta de clientes fieis, que estão desde o primeiro de funcionamento. E a inovação vai muito do empresário e da localização do restaurante e do que o público quer. Estamos em São Paulo fazendo pesquisa de mercado. Vamos abrir em agosto nova unidade no edifício The Office [bairro Adrianópolis, zona centro-sul]”, conta Luciana.

Por Emerson Quaresma

1 Comment

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  1. Marcia

    17 de outubro de 2016 at 11:08

    Eu amo gastronomia

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