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Mercado de trabalho tem aumento da ocupação e de desempregados em agosto

O aumento do emprego com carteira assinada no setor privado ocorreu em todas as regiões – foto: reprodução/ internet

Apesar do aumento da procura por postos de trabalho, taxa desemprego média de janeiro a agosto (4,9%) é a menor da série histórica, iniciada em 2003– foto: reprodução/ internet

O mercado de trabalho brasileiro em agosto registrou aumento de 0,8% no número de postos de trabalho em relação ao mês anterior, ao mesmo tempo em que teve um crescimento de 3,3% na quantidade de pessoas procurando emprego.

Os dados foram divulgados nesta quinta (25), na Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa desemprego média de janeiro a agosto (4,9%) é a menor da série histórica, iniciada em 2003. Em 2012 e 2013, a taxa havia ficado em 5,7%.

Por outro lado, o nível acumulado de ocupação entre janeiro e agosto – que mede a porcentagem da população ocupada em relação ao total da população em idade ativa – caiu de 53,9% em 2013 para 53,2% neste ano. Esse é o nível mais baixo desde 2010 (52,9%).

Em agosto, a população desocupada – 1,2 milhão de pessoas, ficou estável nas comparações com julho deste ano e com agosto do ano passado. O número de trabalhadores com carteira assinada (11,8 milhões) também ficou estável, em ambas as comparações.

Entre os grupamentos de atividades, na comparação com julho, apenas o ramo da construção teve aumento da população ocupada (5,1%). Dos 178 mil postos gerados no período, 88 mil vieram do setor.

Os serviços domésticos tiveram queda (-3,9%) e as demais atividades mantiveram-se estáveis. Já na comparação com agosto do ano passado, os serviços domésticos tiveram queda de 7,2%, enquanto as demais atividades mantiveram-se estáveis.

Campanhas eleitorais

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o aumento na procura por emprego pode estar vinculado a um evento que atraia muitas pessoas em busca de postos de trabalho, mas que não consiga absorver todo mundo, como as campanhas eleitorais.

“A pesquisa não mostra porque, no momento em que você tem avanço na ocupação, você também tenha um avanço também na pressão sobre o mercado de trabalho. Muitas vezes isso vem acompanhado da queda do rendimento. O que não é o caso [o rendimento aumentou 1,7% em relação a julho]”, ponderou.

O IBGE também divulgou nesta quinta as taxas médias completas de julho (4,9%), junho (4,8%) e maio (4,9%), que haviam sido informadas anteriormente sem os dados de todas as regiões metropolitanas, devido à greve dos servidores do instituto, que terminou em agosto.

Normalmente, a PME é feita em seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. No entanto, devido paralisação, os números divulgados em maio, junho e julho não incluíam as taxas de Salvador e Porto Alegre. Sem os dados das seis capitais, o IBGE não pôde divulgar uma média nacional.

Por Agência Brasil (ABr)

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