Economia

Mercado de produtos prevê crescimento para o Natal no AM

Durante as festividades natalinas, empresas aproveitam oportunidade para presentear com lembranças customizadas. foto: Diego Janatã.

Durante as festividades natalinas, empresas aproveitam oportunidade para presentear com lembranças customizadas. foto: Diego Janatã.

Com a aproximação das festas de fim de ano e com a tradição da prática de trocas de presentes, empresas aproveitam a oportunidade para presentear clientes, colaboradores e fornecedores com lembranças customizadas. Nesse contexto, na contramão da recessão econômica, a expectativa de empresas do setor de objetos personalizados é crescer até 40% com o Natal deste ano, em comparação ao de 2014.

Na avalição de empresários do segmento, o principal fator para essa expectativa é que a cada ano cresce o volume de vendas de objetos como calendários, almofadas, agendas, canecas ou canetas, geralmente distribuídas como brindes em confraternizações entre amigos e no ambiente corporativo.

A proprietária da empresa Maricota’s Craft, Márcia Córdova Menezes, está muito otimista com as vendas da sua loja situada na avenida Álvaro Maia, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul. “Não gosto muito de falar em crise. E como trabalhamos com festas diretamente com o cliente, eu e minha sócia sempre estamos aqui na loja para sabermos como anda o setor de criação, a produção e o atendimento. Tudo que está no salão sendo vendido já passou anteriormente por mim ou por ela [sócia] e tudo é criação própria”, explicou.

Segundo Márcia, o preço médio de agendas e almofadas varia entre R$ 15 e R$ 30. A personalização e a qualidade de produtos como canetas e bloquinhos de papel são, segundo ela, o diferencial que garante a preferência da clientela. “Nós trabalhamos com a criatividade e isso traz um diferencial no produto. Até podemos ter uma caixa de fósforos, mas por que não uma caixa de fósforos com temas de Natal?”, sugeriu.

Micro e pequenas empresas também não se deixam faturar com o segmento neste período do ano. Novo no mercado, o manauense Humberto Gandra, 46, da Up Digital, diz que baseado em dados obtidos no decorrer deste ano, o crescimento do seu negócio neste Natal pode chegar até 100%. Com loja localizada na rua Aluísio Brasil, Japiim, Zona Sul, ele atua no setor há pouco mais de seis meses. “Estou confiante e acredito. Quando se trabalha com diversos segmentos, dificilmente a crise chega à tona. Estou me preparando para um bom crescimento em relação a outubro. Este mês eu já vendi o equivalente à primeira quinzena do mês passado”, ressaltou.

A pequena empresária da loja Mimo Fino, Sabrina Maranhão, aposta em cestas e kits natalinos neste período do ano, com preço médio de R$ 120 por cesta. Ela diz que cada empresa realiza um pedido diferente e que as expectativas para o período do Natal são boas, semelhantes à de outras datas comemorativas do ano.

De acordo com Sabrina, muitos clientes que compram para presentear ou até mesmo dar como brinde já começaram a fazer as encomendas de cestas e de kits. “Estamos montando gradativamente, tudo de acordo com as exigências de cada comprador. As expectativas para o Natal são grandes assim como foi para o Dia dos Namorados e Dia das Mães”, informou.

A facilidade no relacionamento

A gerente de atendimento individual do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM), economista Ana Paula, avalia que pequenas empresas geralmente possuem grande facilidade de relacionamento com o cliente. “Isso permite que elas entendam o que o comprador está procurando, além de focar nas necessidades do mercado. Focar em inovação pode ser uma boa escolha”, avaliou.

Ana orienta que hoje há uma grande necessidade no uso de mídias sociais para o momento tecnológico. Ela conta que há casos curiosos que geraram grande repercussão nas redes e alavancaram as vendas de uma cliente.

“Eu tive uma cliente que vendia bolos. Um dia uma cliente dela apareceu querendo um bolo de chocolate. Ela não tinha, mas disse que daria um jeito. Então, pegou metade de um bolo e juntou com a metade de outro e fez um bolo novo. A cliente ficou tão satisfeita que recomendou com diversas fotos”, contou a economista.

Além do trabalho de marketing, Ana Paula recomenda a formalização da empresa, o que gera oportunidades e ganhos ao empreendedor, uma vez que a empresa legalizada pode negociar com outras empresas, nacionais e internacionais, além de aproveitar incentivos fiscais, acessar linhas de crédito e obter apoio de instituições públicas e privadas. “O empresário que não está legalizado, assume riscos e pode perder oportunidades para ampliar seus negócios”, observa.

 

Por Luis Henrique Oliveira

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