Economia

Mercado de milhas aéreas no AM aquece com crise do setor

Em Manaus, a crise fez empresas como a TAM e a Gol eliminarem voos regulares nacionais e internacionais - foto: divulgação

Em Manaus, a crise fez empresas como a TAM e a Gol eliminarem voos regulares nacionais e internacionais – foto: divulgação

A crise que vem afetando o segmento aéreo no Brasil e no Amazonas aquece o mercado de milhas aéreas. Quem possui essa moeda de troca consegue tirar vantagens e descontos na hora da compra de passagens. Contudo, especialistas apontam a necessidade de planejamento e antecedência para solicitá-las e evitar dores de cabeça.

A peronal travel da empresa Flyword Viagens, Janaina Bessa, afirma que as milhas hoje servem de grande ajuda, principalmente para as viagens em que os clientes conseguem programar com pelo menos uns 30 dias de antecedência. Ela explica que o valor de cada milha depende da temporada, como a alta e a baixa.

“Em algumas épocas se consegue ir de Manaus a Buenos Aires ou ao Chile com 40 mil milhas. É bom sempre fazer a comparação de quanto está a passagem em dinheiro e em milhas”, observa Bessa. A executiva aponta que é mais vantajoso tirar as passagens em milhas.

Amazonenses enxergam vantagens nas milhas aéreas e fazem até o uso de cartão de crédito para acumular pontos para realizarem suas viagens - foto: divulgação

Amazonenses enxergam vantagens nas milhas aéreas e fazem até o uso de cartão de crédito para acumular pontos para realizarem suas viagens – foto: divulgação

Para que não existam casos de mal atendimento por parte das empresas aéreas, na hora da compra com milhas, Bessa explica que as agências de viagens devem criar uma forma de atendimento que vise não prejudicar o cliente, mas fazer com que tudo fique claro na intermediação da agência entre o cliente e a empresa aérea.

“Ainda não tive nenhum caso de mal entendimento com as companhias aéreas relativos a compra com milhas, mas para tudo temos um jeito de proceder. O que as companhias não permitem no caso de passagem por milhas é mais de uma alteração no trecho”, explica a executiva da Flyword Viagens.

O preço de uma milha, além da temporada, varia de acordo com as companhias aéreas ou empresas especializadas no serviço que fazem o próprio preço. Bessa afirma ainda que, no Amazonas, é comum que as pessoas utilizem milhas apenas para viajar e não gastam com outros pacotes oferecidos pelos programas de fidelidade. “Tenho clientes que tiram o aéreo com milhas e fecham comigo a parte de hotel, carro e passeios”, diz.

A proprietária da Nortetour Viagens, Rai Pinheiro, afirma que, em se tratando de milhas, às vezes, o barato pode sair caro. “Cada classe corresponde a um valor, porém, mesmo o voo estando vazio algumas empresas não disponibilizam vagas para quem compra com milhas” diz a empresária. Ela ressalta que, apesar de algumas dificuldades, o acúmulo de milhas tem sido uma alternativa muito utilizada pelos consumidores para não deixar de viajar em períodos financeiramente ruins.

A publicitária Rebeka Moraes conta que acumula as milhas por meio de compras feitas com o cartão de crédito. Ela reclama que nem sempre encontra passagens com preços que correspondem as milhas que ela possui. “Pesquiso bastante e sempre procuro viajar em período de baixa temporada, que é quando as passagens são mais em conta”, conta.

Adesão aos programas de fidelidade

Com o aumento do valor das passagens aéreas somado à crise econômica, as buscas dos consumidores pela inserção no mercado de milhagens e adesão à programas de fidelidade ficaram ainda maiores. Hoje, o cliente tem a opção de viajar integralmente com milhas ou combinar pacotes de milhagem e dinheiro para viajar. Os programas de milhagens vieram para revolucionar o mercado aéreo e, para economizar, os consumidores não abrem mão de utilizá-los em suas viagens.

A contadora Layana Silveira, 23, conta que há 4 anos só viaja com programa de milhagens. Numa viagem que fez de Manaus a Fortaleza, que tem um custo médio de R$ 900, em baixa temporada, com as milhas o valor caiu em quase 50%. “Com as milhas fica bem mais fácil viajar. Já comprei esses trechos, ida e volta, por 4 mil milhas mais R$ 500, em agosto do ano passado, mas comprei em cima da hora. Acredito que, se tivesse comprado com antecedência teria saído mais barato. E confesso que uso muito o cartão de crédito para acumular pontos e somar milhas”, comenta.

Comprar as passagens aéreas com antecedência e com milhagens também pode trazer bons resultados, como conta a dentista Helena Duarte Figueiredo, 24. “Viajo muito com o meu namorado e, pós a subida das passagens, resolvi fazer as compras com milhagens.
Meu cartão de crédito é da Caixa Econômica Federal, mas fiz adesão ao programa de milhagens Smiles, da Gol, por meio dele. Minha última viagem foi a Florianópolis, no mês de janeiro mas comprei a passagem em março de 2015, ou seja, 10 meses de antecedência e ficou bem mais em conta. Conseguimos um trecho para São Paulo, também em janeiro, por 2 mil milhas mais R$ 400”.

Por Asafe Augusto e Luana Dávila

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