Economia

Mercado cervejeiro cresce no campo artesanal no Amazonas

A cerveja artesanal cresce tanto em Manaus que em dois meses de funcionamento a Cent Beer tem dobrado seu faturamento a cada semana - foto: divulgação

A cerveja artesanal cresce tanto em Manaus que em dois meses de funcionamento a Cent Beer tem dobrado seu faturamento a cada semana – foto: divulgação

Quem sofre com a crise vai beber e quem vende bebida não tem crise. Mesmo irônica, a afirmação é uma das lógicas do mercado cervejeiro, que cresce em Manaus, tanto na indústria quanto no campo artesanal.

No Brasil, conforme dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv), o brasileiro consome em média 70 litros de cerveja por ano. E apesar de mais cara, pela sofisticação, a cerveja artesanal no país é um mercado que cresce em média 10% ao ano, enquanto em Manaus a expectativa de crescimento é de 50%.

O setor cervejeiro tende a se expandir durante os próximos anos na capital e interior do Estado. De acordo com o proprietário da cervejaria Rio Negro, José Pereira Lima, o mercado da cerveja artesanal ainda “engatinha” em Manaus. Contudo, as possibilidades estão abertas para que haja um grande crescimento em produção e vendas da “boa cerveja”.

Segundo Lima, mesmo que a cerveja artesanal tenha um valor mais alto que a tradicional, os amantes da bebida continuam comprando e aquecendo o mercado. “O consumidor de cerveja passou a não gostar mais daquela industrializada, pois ela mudou completamente. Por isso que surgiu a tal da ‘original’”, comenta. “O cervejeiro passou a produzir em panelas na própria residência, da mesma forma como começou na Europa, passou pelos Estados Unidos da América (EUA) e somente depois chegou ao Brasil”, conta.

O empresário explica que o grupo de pessoas que querem beber a boa cerveja foi crescendo, e a falta de tempo para produzir também. Segundo ele, foi nessa falta de tempo que surgiu uma forma melhor de se fazer a boa cerveja. “Os equipamentos são industriais, porém o processo é o mesmo de antigamente. Tempo de fermentação, de maturação – que é de 30 dias -, não misturando produtos químicos. Usamos apenas produto natural, por isso a cerveja artesanal tem um preço mais elevado, pois o tempo de preparo e a qualidade é maior”, observa.

Para atestar o crescimento da cerveja artesanal em Manaus, Lima afirma que vê o exemplo na própria empresa. Hoje a cervejaria Rio Negro já abastece 25 casas de bebidas em Manaus e uma em Manacapuru. A capacidade de produção é de 150 mil litros por mês, e o empresário pretende chegar aos 300 mil litros ao mês.

Segundo o empresário, a crise não existe no setor cervejeiro, e por essa segurança neste setor, Lima conta que pretende expandir ainda mais o negócio e projeta trabalhar também com engarrafados especiais, além de estar ampliando o espaço que começou pequeno. Segundo ele, além da cerveja artesanal o cliente poderá ouvir a boa música, comer uma boa comida e até levar a família para a cervejaria que, segundo ele, preza pelo fator amazônico, dando ênfase no que é da terra.

Beer

A cerveja artesanal não traz resultados apenas para quem há muito tempo já trabalha com bebidas. O médico Thiago Miranda Corrêa e o sócio, o farmacêutico David Noronha, fizeram um investimento de médio porte, abrindo a Cent Beer, e já conseguem ver bons resultados obtidos com a cerveja artesanal. Os sócios apenas comercializam, porém, a intenção é expandir e fabricar uma cerveja com a própria logomarca. Para o médico, o crescimento do mercado de cerveja artesanal em Manaus é de 50% em 2 anos.

A cerveja artesanal cresce tanto em Manaus que em dois meses de funcionamento a Cent Beer tem dobrado seu faturamento a cada semana. Além da renda extra aos sócios, o negócio gerou empregos para
14 funcionários.

Segundo Thiago Corrêa, independente do período de crise, o interesse pelo que é gourmet já alcançou a culinária, passou pelo vinho e começa a invadir o universo das cervejas. “Hoje, o cliente quer experimentar os sabores, as texturas, os aromas e começam a perceber que cerveja também pode ser harmonizada com bons pratos”, destaca.

Por Asafe Augusto

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