Dia a dia

Menina é estuprada por padrasto no Viver Melhor e corre risco de perder útero

Vítima de um brutal estupro, uma criança de apenas 11 anos teve de passar por cirurgia para reconstrução das partes genitais e corre o risco de perder o útero, segundo boletim médico. O fato ocorreu por volta das 7h da manhã desta quinta-feira (12), no conjunto Viver Melhor, bairro Santa Etelvina, Zona Norte. O suspeito é o padrasto da adolescente, um homem de 29 anos.

O estupro foi descoberto pelo gestor da escola municipal onde menina estuda, no quilômetro 15 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Conforme policiais da 26ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), a vítima foi levada ao pronto-socorro Delphina Abdel Aziz, mesma zona, onde confirmou o ato criminoso.

“Ensanguentada, ela disse na escola que foi até a cozinha e se cortou. Testemunhas relataram que desde que ela entrou no ônibus – que faz a condução até o colégio – o sangue estava escorrendo na roupa dela. O diretor a levou até uma unidade de saúde. Depois disso, fomos acionados e no hospital ela confessou que tinha sido violentada pelo padrasto”, disse um tenente, que pediu para não ter o nome divulgado.

Ele acrescentou que o suspeito ainda chegou a dar banho na menina e tentou estancar e colocou algodão e gases na sua vagina, porém o sangue não parou.

O PM disse, ainda, que a mãe da criança – grávida de 4 meses – tinha saído de casa para uma consulta de pré-natal. “Ela (vítima) disse que a mãe dela não sabia de nada e, sempre perguntou se havia alguma situação que a criança quisesse contar. No momento do abuso, a mãe dela teria ido ao médico. A menina informou que os estupros sempre ocorreram e que uma das duas filhas do suspeito, de 4 anos, também era aliciada pelo pai”, explicou.

Encaminhada ao pronto-socorro da criança, a menina foi submetida a um procedimento cirúrgico. A vítima relatou o crime à polícia.

“Recebemos a ocorrência e saímos em diligência para tentar localizar o suspeito, que já não estava mais no endereço da família. Pelo que conversei com a vítima no hospital, ela garantiu que tinha sido abusada pelo suspeito outras vezes, mas que desta vez, sangrou bastante. Depois de ouvi-la, solicitei exame nas duas filhas do suspeito, de 4 e 2 anos, que moram na mesma casa”, afirmou a plantonista da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Luciana Shelzia.

Com informações de Thaís Gama

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