Dia a dia

Militante do PCB diz ter sido sequestrada e torturada por PM’s

Na próxima sexta-feira (3), o movimento irá realizar um ato na praça do Congresso, às 16h, contra o aumento da tarifa de ônibus – Diogo Dias

Os membros do movimento ‘Não ao aumento da tarifa’ convocaram a imprensa na tarde desta quarta (1º) para revelarem que estão sofrendo perseguição de grupos políticos que controlam o poder público. O grupo é contra o reajuste da passagem de ônibus que passou a vigorar no valor de R$ 3,80 desde o último sábado (25).

Taly Nayandra, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), denunciou que teria sido sequestrada e torturada por policiais militares. Além das agressões físicas sofridas por ela, outros membros do partido esquerdista revelaram que estariam sofrendo ameaças por telefone.

De acordo com Thaly, o fato ocorreu na noite de sábado, na rua Ferreira Pena, Centro da cidade, quando foi abordado por policiais da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). Segundo a mulher, os PM’s a detiveram e, em seguida, a levaram para a unidade policial.

“Me levaram para uma sala onde começaram a me xingar e me bater. Lembro que quando cheguei lá na Cicom, não estava em funcionamento”, relatou.

Thaly disse ainda que, após ser agredida, foi negado que ela registrasse o Boletim de Ocorrência (B.O). A mulher diz que vai acionar a corregedoria da polícia para que se investigue e identifique os responsáveis.

Em seu perfil oficial nas redes sociais, o deputado estadual José Ricardo (PT) além de declarar solidariedade à militante, disse que vai cobrar da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) esclarecimento sobre o ocorrido e punição aos agressores.

“Não podemos aceitar o cerceamento ao direito de livre manifestação e luta pelos direitos previstos na Constituição Brasileira, como ainda mais um caso de violência contra as mulheres”, publicou o deputado.

O comandante da 24º Cicom, Capitão Segadilha, disse que, até a tarde de hoje, nada foi repassado oficialmente para ele e que, amanhã (2), irá levantar informações sobre o fato.

“Tudo que fiquei sabendo é o que está sendo publicado em redes sociais. Eu, oficialmente, ainda não sei porque ainda não me repassaram nada”, falou Segadilha. “Ela poderia ter registrado o B.O em qualquer lugar da cidade, independentemente do local que ocorreu o fato, que a Polícia Civil encaminha para a unidade responsável pela área”, completou o capitão sobre a proibição alegada por Thaly.

Na próxima sexta-feira (3), o movimento irá realizar um ato na praça do Congresso, às 16h, contra o aumento da tarifa de ônibus.

Diogo Dias
EM TEMPO

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