Política

Melo diz que o momento não é de pensar em aumento salarial

Melo sinaliza que não concederá nenhum reajuste e que a medida foi a solução encontrada para não cortar, reduzir e nem atrasar salários -  foto: Valdo Leão/Secom

Melo sinaliza que não concederá nenhum reajuste e que a medida foi a solução encontrada para não cortar, reduzir e nem atrasar salários – foto: Valdo Leão/Secom

O governador José Melo (Pros) afirmou, ontem, que o momento atual não é de se pensar em aumento salarial e promoção no serviço público. Num discurso duro sobre cobranças de diversas categorias do funcionalismo, que requerem seus reajustes que até agora não foram dados, Melo sinaliza que não concederá nenhum reajuste e que a medida foi a solução encontrada para não cortar, reduzir e nem atrasar salários, a exemplo do que vem acontecendo em outras regiões do país.

“Servidor que vier pedir aumento, hoje, pode me induzir a achar que eu errei e que deveria ter cortado 30% dos salários dos servidores para poder fazer meus investimentos. Quem está no Amazonas tem que dar graças a Deus por estar recebendo o que está recebendo, porque afinal de contas 22 mil trabalhadores do Distrito Industrial perderam seus empregos”, disse o gestor.

As declarações de Melo foram dadas na manhã de ontem, durante a assinatura do decreto de emergência em 12 municípios por conta das queimadas. Sua fala foi uma resposta aos questionamentos da imprensa sobre o aumento de salário e promoções aos praças e soldados da Polícia Militar, que ameaçam entrar em greve na próxima semana. Ele indica que não atenderá aos pleitos desta categoria.

“Os servidores do Amazonas tiveram sorte em não sofrer cortes em seus salários, como aconteceu com servidores de diversas cidades no Brasil”, acrescentou. “O país vive uma situação muito séria no ponto de vista financeiro. Eu sacrifiquei um ano de investimento desse governo para manter o salário dos servidores. Eu poderia estar fazendo escola, hospitais, poderia ter feito como muito Estados fizeram, deram um corte de 30% no salário dos servidores e com isso fizeram investimentos. Eu tomei a decisão de não tirar dinheiro dos servidores e eu preferi sacrificar um ano de investimento”, completou Melo.

O governador afirmou que, quem deveria estar triste seriam os mil servidores de cargos comissionados do Estado que foram dispensados no bojo da reforma administrativa do governo para conter as despesas da máquina. “Agora, vir para cá soldado, sargentos, tenente e servidores administrativos pedir aumento, me dá o direito de pensar também em cortes”, ressaltou.

Hoje, representantes do governo se reúnem com os “praças”, às 15h, no auditório da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para negociar um acordo. Além de representantes da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), a reunião terá a participação do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil (Sindeipol) e da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia e Bombeiros Militares do Amazonas (ACS), que também devem cobrar do Estado sua data-base.

O diretor de comunicação da Apeam, Lairton Silva, disse que, mesmo em meio à crise, é possível que o Estado cumpra com o pagamento da data-base e promoções que são direitos previstos em lei. “Vamos nos reunir com o governador José Melo e pedir que cumpra com o pagamento da nossa data-base e da nossa promoção que foi aprovada e está prevista em lei.

Já houve burburinhos de que a resposta dele será negativa, então estamos prontos a fazer greve a partir do dia 19. Se após a reunião não entramos em um acordo, sairemos em carreata da UEA até a sede da Apeam, onde anunciaremos oficialmente a greve”, adiantou.

Para Lairton, a justificativa de crise por parte do governador não convence a categoria, uma vez que vários cortes foram feitos com o intuito de enxugar a máquina administrativa.

Por Michelle Freitas

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