Política

Meirelles desconversa sobre hipótese de assumir Ministério da Fazenda

Durante sua exposição, Meirelles disse que é preciso reduzir a carga tributária, na contramão do que tem defendido o governo - foto: divulgação

Durante sua exposição, Meirelles disse que é preciso reduzir a carga tributária, na contramão do que tem defendido o governo – foto: divulgação

O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles desconversou sobre a possibilidade de assumir o comando do Ministério da Fazenda, especulação que ganhou força nos últimos dias. Ao ser questionado sobre as chances reais de assumir a pasta, Meirelles disse que não comenta especulações.

“Não há convite concreto, e eu não comento especulações ou nenhum tipo de hipótese”, disse o ex-presidente do BC. Ele também preferiu não responder perguntas de jornalistas sobre a atual política econômica do governo, por conta do “barulho” em torno de seu nome.

Sobre a relação com a presidente Dilma Rousseff, Meirelles disse que sempre manteve uma relação cordial e muito produtiva, desde os tempos que eram colegas de ministério do governo Lula. “Minha experiência [com ela] sempre foi tranquila, com convergência e divergências em pontos de vistas, o que é normal”, afirmou.

Durante sua exposição, Meirelles disse que é preciso reduzir a carga tributária, na contramão do que tem defendido o governo.

“Se olharmos a frente, no médio e longo prazos, precisamos discutir a questão da carga tributária no Brasil sim. Vislumbrar a frente uma queda da carga tributária. A curto prazo, pode haver algum aumento temporário, mas isso precisa ser demonstrado para a sociedade por que é temporário, o que vai acontecer e o que vamos fazer a frente para que venha a cair”, disse Meirelles.

Com relação a proposta de recriação da CPMF, Meirelles disse que não está no lugar das pessoas responsáveis para analisar os gastos e que fica difícil avaliar se existem outras alternativas. Mesmo assim, ele criticou o imposto.

“CPMF não é necessariamente um imposto positivo, no sentido de que existem diversas formas de tributação que são mais produtivas para a economia, ou menos negativas”, disse o ex-presidente da autoridade monetária.

Meirelles disse ainda que a política monetária pode oscilar dependendo dos cenários econômicos e ter maior ou menor poder na economia, “mas, em ultima análise, é o instrumento que tem mais eficiência no combate a inflação”.

Por Folhapress

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