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Medina volta a ser a maior esperança de título no Mundial de Surfe

Quase dois anos após se tornar o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, Gabriel Medina, 22, volta a ser a grande esperança de título para o Brasil.

A partir desta quarta-feira (7), o surfista entra no mar para disputar a etapa de Trestles, na Califórnia, nos Estados Unidos, a oitava do Mundial. A primeira chamada para avaliar as condições do mar acontece às 11h30, horário de Brasília.

Em 2015, Medina entrou no campeonato como um dos favoritos, porém, depois de um início muito ruim, ficou sempre atrás de Adriano de Souza, o Mineirinho, que, no fim das contas, ganhou o título.

Já em 2016, Medina voltou a ter uma boa regularidade e é o único brasileiro no top 5 do ranking. Atualmente, ele ocupa a terceira posição, com 35.700 pontos, atrás apenas do havaiano John John Florence (líder com 39.900 pontos) e o australiano Matt Wilkinson (36.000).

O segundo melhor brasileiro na competição é Mineirinho, sétimo colocado com 24.900 pontos.
“Eu acho que eu, Wilkinson e John John vamos estar na disputa do título no Havaí [que recebe a última etapa do Mundial, em dezembro]. E acho que ainda haverá mais um [surfista]”, disse Medina, em entrevista.

“Eu esperava ter um pouco mais de pontos [à esta altura do campeonato], mas não foge muito do que estava na minha cabeça”, afirmou o paulista, que pode sair de Trestles na liderança do ranking se conseguir um bom resultado e seus rivais tropeçarem.

No ano passado, nas cinco primeiras etapas, o máximo que Medina conseguiu foi um quinto lugar (em Bells Beach, na Austrália). Depois, colecionou ótimos resultados, mas já era tarde para uma reação que lhe pudesse garantir o bicampeonato.

Em 2016, o maior problema para Medina foi apenas a Austrália, que sedia as três primeiras etapas do Mundial. O seu melhor resultado nessas três provas foi o nono lugar em Margaret River.

“A Austrália é difícil para mim. É um ponto fraco que preciso consertar. Tenho dificuldades lá desde que entrei no tour. Se eu começar bem na Austrália, depois dá para dar um arranque nas etapas que eu mais gosto”, disse Medina.

Em 2014, ano do seu título, ele teve uma boa performance no país que respira surfe. Saiu de lá até mesmo com um troféu (venceu em Gold Coast).

Em 2016, Medina conseguiu reagir rápido depois do início fraco. Ficou em terceiro no Rio e ganhou a etapa de Fiji. Em seguida, terminou em quinto em Jeffreys Bay, na África do Sul, e em terceiro em Teahupo’o, no Taiti, prova que terminou de forma polêmica.

Na semifinal, Medina e Florence travaram um grande duelo. Depois de o brasileiro conseguir um 10, o havaiano recebeu um 9.73 a poucos minutos do fim da bateria e ficou com a vitória por 19.66 a 19.23. A última nota de Florence gerou controvérsia. Para muitos, sua onda não tinha potencial para tanto.

“Essa bateria foi complicada. Desde que cheguei ao Brasil as pessoas falam que foi estranho. Ainda estou digerindo, não tem muito o que fazer. É ter cabeça erguida e buscar fazer o meu melhor”, afirmou.

Sem pensar muito em Teahupo’o, Medina foca nas últimas quatro etapas (Trestles, França, Portugal e Havaí), em lugares que ele costuma se dar bem.

No ano passado, por exemplo, seu pior resultado nesses locais foi o quinto lugar em Portugal. Na França, ele levou o título da etapa.

“Desde que consegui o título mundial, eu ganhei experiência. Sei como competir nas ondas do tour. Este é o meu quinto ano no campeonato e fica mais fácil conhecer. A regularidade vem disso”, disse.

“Antes eu chegava dez dias antes de o campeonato começar e ficava treinando para se acostumar com a onda. Hoje eu chego em cima do início do torneio. Já sei a prancha que usar, o tipo de onda. Eu me sinto em casa viajando por aí”, disse Medina.

Trestles propicia a realização de muitas manobras, como os aéreos, que é quando o surfista ‘voa’ sobre a onda. E esta é uma das especialidades de Medina.

Por Folhapress

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