Economia

Média salarial em empresas é menor que na administração pública, indica IBGE

Apesar de responderem por 89,7% das organizações formais no Amazonas, as empresas privadas pagam os salários médios mensais mais baixos (R$ 1.830). Do outro lado, os órgãos públicos têm os vencimentos mais elevados (R$ 2.508,60), seguidos pelas entidades sem fins lucrativos (R$ 2.101,80).

Divulgados nesta terça (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os números estão no Cadastro Central de Empresas (Cempre), indicador que reúne informações cadastrais e econômicas de organizações formalmente constituídas no Estado e suas respectivas unidades locais.

As 35,6 mil empresas e outras organizações formais do Cempre ocupavam, em 2013, 659 mil pessoas, sendo 614 mil (93,2%) como pessoal assalariado e 44,5 mil (6,8%) como sócios ou proprietários.

Os salários e outras remunerações pagos por essas empresas naquele ano totalizaram R$ 12 bilhões, e o salário médio mensal foi de R$ 2.034, equivalente a três salários mínimos.

Na comparação com 2009, houve um incremento de 20,8% no total de empresas e outras organizações ativas (35,6 mil). O pessoal ocupado total cresceu 12,9% (75 mil), sendo que o pessoal ocupado assalariado aumentou 12,1% (66.724) em cinco anos.

De 2009 a 2013, as empresas e outras organizações amazonenses geraram 75,5 mil novos empregos, sendo 37,3% na seção Industria de Transformação e 35,5% no Comércio, sendo estes os dois principais setores geradores de mão de obra.

Administração pública

Em 2013, as entidades empresariais representavam 89,7% das empresas e outras organizações do Cempre, 69,4% do pessoal ocupado total, 67,7% do pessoal ocupado assalariado e 59,3% dos salários e outras remunerações.

Em cinco anos, a participação dessas entidades, que já era predominante em 2009 (88,2%), aumentou em 1,4% ponto percentual (p.p.) no total das empresas e outras organizações ativas.

Este aumento apresentou reflexos nas variáveis econômicas, com avanço de 8,2 p.p. no pessoal ocupado total (de 61,28% para 69,4%); de 8,6 p.p. no pessoal ocupado assalariado (de 59,1% para 67,72%); e de 15,2 p.p. em salários e outras remunerações (de 44,1% para 59,3%).

Os órgãos da administração pública, apesar de representarem somente 0,7% das empresas e outras organizações, absorveram 26,9% do pessoal ocupado total, 28,8% do pessoal ocupado assalariado e pagaram 37,1% dos salários e outras remunerações.

De 2009 a 2013, a participação da administração pública no número de empresas caiu de 281 para 258 (-8,9%), também houve redução nas outras variáveis.

No caso do pessoal ocupado total, a redução foi de 34,8% para 26,9% (-7,9 p.p), no pessoal assalariado, de 37,1%, em 2009, para 28,8% (-8,5 p.p) e em salários e outras remunerações, de 52,6% para 37,14% (-15,5 p.p.).

Empregos na indústria

De 2008 a 2013, as empresas e outras organizações geraram 75,5 mil novos empregos, sendo 37,3% na indústria; 35,5% na seção comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas; 11,5% em atividades administrativas e serviços complementares e 15,3% em construção.

Assim, as participações relativas no pessoal ocupado assalariado aumentaram nestas atividades, sendo que o crescimento mais expressivo se deu na atividade comércio, que passou de 15,8% para 18,1% (2,2 p.p.). Educação cresceu de 8,0% para 9,7% (1,6 p.p.) e indústria extrativa de 21,5% para 23,3% (1,8 p.p.).

Homens e mulheres

Em 2013, no âmbito empresarial, 57,2% do pessoal ocupado assalariado eram homens e 42,8%, mulheres. A participação feminina caiu –1,2 p.p. em relação a 2009, quando era de 44%.

De 2012 para 2013, o aumento do número de mulheres (5,7%) foi superior ao de homens (5,2%), e a participação feminina na variação de pessoal ocupado assalariado foi inferior à masculina: enquanto os homens contribuíram com 55,0% (17,5 mil pessoas), as mulheres contribuíram com 44,1% (14,2 mil pessoas).

Em termos salariais, em 2013, os homens receberam, em média, R$ 2.169,60 e as mulheres, R$ 1.860. Ou seja, o salário das mulheres era equivalente a 85,7% do salário dos homens.

Por equipe EM TEMPO Online

 

 

Por Agência Brasil

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