Cultura

Mauricio de Sousa ganha título de cidadão do Estado do Rio na Bienal

Maurício planeja um novo filme da Turma da Mônica para o ano que vem - foto: Agência Brasil

Maurício planeja um novo filme da Turma da Mônica para o ano que vem – foto: Agência Brasil

Uma multidão de pais e filhos acordou cedo neste Sete de Setembro para ver Mauricio de Sousa na Bienal do Livro do Rio.

O cartunista, criador da Turma da Mônica, completa 80 anos em outubro e foi homenageado no espaço Conexão Jovem. Os 420 lugares do auditório foram rapidamente preenchidos.

Um pouco antes da conversa com o público, o cartunista paulista ganhou o título de cidadão do Estado do Rio.

“É uma homenagem incrível que nunca esquecerei”, disse, para logo depois ser aplaudido de pé por um longo tempo.

“É gostoso entrar na casa de vocês com nossas revistinhas, nossas mensagens. Hoje as redes sociais nos ajudam a ter ainda mais contato com os fãs. Eu estou no Twitter e pessoalmente cuido da minha estaçãozinha no Twitter. Eu leio e tento responder tudo. Já houve casos em que personagens que eu estava criando mudaram de nome por causa de sugestões de pessoas no Twitter”, contou.

As crianças também urraram quando atores fantasiados de Mônica e Cebolinha subiram ao palco. “Cadê o Cascão?”, perguntou um menino da plateia.

“Ele não quis vir porque o tempo está um pouco chuvoso. Mas assim que sair o Sol ele aparece”, respondeu o cartunista.

Um outro menino fez uma pergunta curiosa que arrancou risos do público. Por que Mônica e Magali começam com a leta “M” e Cascão e Cebolinha começam com “C”? “Sabe que eu nunca tinha percebido isso? Foi sem querer mesmo”, confessou o cartunista.

Já uma garota quis saber qual foi a inspiração para criar o personagem autista, o André. “Na vida real todos nós temos algum conhecido que tem algum tipo de deficiência. Colocar um personagem assim ajuda na inclusão dessas crianças. Todas as crianças têm os mesmos direitos e merecem respeito.”

Mauricio tem 55 anos de carreira. Antes de se dedicar às HQs, foi repórter policial no jornal “Folha da Manhã” (hoje Folha de S.Paulo).

“A experiência foi muito proveitosa porque o jornalismo ensina a escrever de forma breve e direta. Exatamente o que precisamos fazer no balão dos quadrinhos.”

O primeiro quadrinho, protagonizado pelo cãozinho Bidú, também foi publicado na “Folha da Manhã”, em julho de 1959.

Ele contou ter ainda muito ânimo para trabalhar e criar novos projetos. Planeja um novo filme da Turma da Mônica para o ano que vem.”

“Trabalhar com criação é lidar com uma coisa mais sublime do que apenas ganhar dinheiro. A criança é o público mais sublime que existe, por isso exige respeito e dedicação.”

Por Folhapress

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