Esportes

Marquinhos vai de dispensável a titular de seleção na hierarquia de Tite

O sistema meritocrático de escolha de jogadores para as equipes titulares do técnico Tite já é conhecido. Para o treinador, pouco importam o histórico, o nome e o grau de amizade dos atletas: quem estiver melhor, joga.

Zagueiro titular da seleção brasileira na estreia do técnico na vitória por 3 a 0 sobre o Equador, na última quinta-feira (1º), Marquinhos desfruta hoje do lado positivo da moeda. Após ter sido observado pelo técnico nos treinos da seleção olímpica e na própria Rio-2016, da qual saiu com a medalha de ouro, ele ganhou a vaga ao lado de Miranda, superando Gil, conhecido do treinador, na disputa. Além disso, sua queda de braço com o PSG para disputar a Olimpíada também foi valorizada internamente como uma demonstração de vontade de representar a seleção brasileira.

No entanto, ele já viveu o lado ruim da equação. Em 2012, recém-promovido da base do Corinthians pelo próprio Tite após boa campanha na Copa São Paulo, ele viu à sua frente uma fila de zagueiros composta de Chicão, Paulo André, Wallace e Felipe. Na ocasião, ele teve poucas oportunidades, e então foi vendido à Roma por 3 milhões de euros (R$ 12,7 milhões). Em entrevista ao SporTV em 2014, Mário Gobbi, então presidente do time paulista, disse que a “equipe técnica” havia avaliado Marquinhos como “franzino” e sem altura para ser zagueiro -Marquinhos mede 1,83m. Perguntado se Tite era a “equipe técnica”, Gobbi desconversou.

“Não fico chateado [com a saída do Corinthians com o aval de Tite], até porque tudo acabou dando certo na minha vida. Fui para a Roma, um grande projeto, depois o PSG. O Tite foi um treinador que me deu muita moral: fui o primeiro da Copa São Paulo que subiu; fui o primeiro a jogar como titular; e fui o único inscrito na Libertadores. O Tite tinha muita confiança em mim”, disse o zagueiro após a partida contra o Equador.

“Existia uma hierarquia, um tempo de adaptação. Eu era jovem, não era o mesmo Marquinhos que sou hoje. O Tite é muito correto. Se ele me colocou de titular, é porque confia em mim.”

As apresentações do zagueiro da seleção brasileira também têm servido como cartão de apresentação à boa parte dos torcedores brasileiros. Após menos de um ano na Roma, ele foi vendido ao PSG por 35 milhões de euros (R$ 127 milhões), em julho de 2013, configurando assim uma das piores negociações da história do Corinthians, que o havia vendido por um valor mais de dez vezes inferior um ano antes.

No PSG, ele vinha sendo reserva de Thiago Silva e David Luiz nos últimos anos, e por isso aparece com menos frequência em um torneio pouco difundido no Brasil. Com a saída de David Luiz para o Chelsea, o zagueiro deve receber mais oportunidades entre os titulares. No início do ano, Marquinhos reclamou de sua condição: “um dia vou querer ter mais protagonismo”, disse ao “Journal du Dimanche”.

Neste sábado (3), a seleção brasileira fará seu primeiro treino em Manaus, onde receberá a Colômbia na terça-feira (6) pelas eliminatórias sul-americanas da Copa de 2018.

Por Folhapress

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